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sábado, 27 de outubro de 2012

RELIGIÃO NA CIVILIZAÇÃO MAIA


RELIGIÃO NA CIVILIZAÇÃO MAIA

AULA - FAFITEAL - Faculdade de Teologia e Filosofia de Alagoas
                                                                                                         Ev. Adriano Oliveira



Meus queridos alunos, graça e Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.  Após estudarmos a civilização Asteca, continuaremos nosso passeio no Estudo Social das Religiões e vamos conhecer mais uma civilização: Os Maias.

Comecemos informando que os maias foram responsáveis por invenções nas mais variadas áreas do conhecimento

I – QUEM FORAM OS MAIAS? 

De acordo com o pesquisador  Rainer Sousa: eram povos pré-colombianos, ou seja viveram bem antes da chegada de Colombo as américas. O que temos de informação sobre os maias é que esta civilização instiga uma série de questões não respondidas aos diversos paleontólogos, historiadores e antropólogos que investigam este povo pré-colombiano. Os indícios da origem da civilização maia repousam  no período entre 700 e 500 a.C. nos sítios arqueológicos da península do Iucatã



( Nota: É uma grande península do continente panamericano que adentra ao oceano Atlântico na América Central, constituindo-se no extremo sudeste do território do atual México, a oeste da Cuba e a nordeste da Guatemala. Foi o berço de grandes civilizações pré-colombianas como a dos maias e dos olmecas.)



Contudo, novas pesquisas admitem uma organização mais remota, estabelecida em 1.500 a.C..
Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado.

Em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México, observamos a presença de vários centros urbanos independentes. Entre as principais cidades integradas a esse sistema podemos destacar Piedras Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná.

O esplendor da sociedade maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos maias, podemos destacar o milho, produto de grande consumo, o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas.

A CLASSE SOCIAL
O processo de organização da sociedade era bastante rígido e se orientava pela presença de três classes sociais.

EM CIMA:No topo da hierarquia encontramos os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes.

NO MEIO: Logo em seguida, temos funcionários públicos e os trabalhadores especializados.

NA BASE: Na base da pirâmide ficavam os camponeses e trabalhadores braçais.
Os maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura.

MATEMÁTICA:

De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérico baseado em unidades vigesimais e, assim utilizavam do número “zero” na execução de operações matemáticas.

ASTROLOGIA
Além disso, criaram um calendário bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos.

ESCRITA
Um dos grandes desafios para os pesquisadores da civilização maia gira em torno da decifração do seu complexo sistema de escrita.

Um dos maiores empecilhos está relacionado ao fato de que os signos empregados podem representar sons, ideias ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Além disso, indícios atestam que eles utilizavam diferentes formas de escrita para um único conceito.




A ARQUITETURA E A RELIGIÃO

A arquitetura desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado pela cultura maia. A face politeísta das crenças maias ainda era pautada pela crença na vida após a morte e na realização de sacrifícios humanos regularmente executados.Por volta do século XIII, a sociedade maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajetória dos maias. Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de dois séculos.

II – A RELIGIÃO NA SOCIEDADE MAIA

Em síntese: Os maias viveram em um universo mágico, governado por uma multidão de deuses.
Os mais importantes eram: o Sol, a Lua e Itzamná, o dragão celeste venerado pelos sacerdotes e pelos nobres. No entanto, o povo preferia os deuses mais próximos de sua vida cotidiana.

Os maias acreditavam que era preciso sacrificar seres humanos para garantir a sobrevivência, tanto dos deuses como das pessoas. Isso enviaria energia humana até os deuses e, em troca, eles próprios seriam recompensados com o poder divino.

Em geral costumavam sacrificar  prisioneiros, escravos e crianças.
A mitologia maia se refere às extensivas crenças politeístas da civilização maia pré-colombina. Esta cultura mesoamericana seguiu com as tradições de sua religião há 3.000 anos até o século IX, e inclusive algumas destas tradições continuam sendo contadas como histórias inventadas pelos maias modernos.

São só três textos maias completos que sobreviveram através dos anos. A maioria foi queimada pelos espanhóis durante sua invasão da América.
Portanto, o conhecimento da mitologia maia disponível na atualidade é muito limitado.

O Popol Vuh (ou Livro do Conselho dos indianos quiché) relata os mitos da criação da Terra, as aventuras dos deuses gêmeos, e a criação do primeiro homem.
Os livros de "Chilam Balam" também contêm informação sobre a mitologia maia, geralmente descrevem as tradições desta cultura.
As crônicas de Chacxulubchen é outro texto importante para a compreensão da mitologia maia.

RELIGIÃO

Três primeiros deuses criadores
Estes realizaram a primeira tentativa da criação do homem a partir da lama, no entanto em breve viram que seus esforços desembocaram no fracasso,

já que suas criações não se sustentavam por ser um material muito suave.
1. Gucumatz: Na mitologia maia, Gucumatz é o deus das tempestades. Achou vida por meio da água e ensinou aos homens a produzir fogo.

É conhecido também por: Gucamatz, Cuculcán ou Kukulkán.
2. Huracán: Em linguagem maia, Huracan significa "o de uma só perna", deus do vento, tempestade e fogo.   Foi também um dos treze deuses criadores que ajudaram a construir a humanidade durante a terceira tentativa. Além disso provocou a Grande Inundação depois que os primeiros homens enfureceram aos deuses. Supostamente viveu nas neblinas sobre as águas torrenciais e repetiu "terra" até que a terra emergiu dos oceanos.

Nomes alternativos: Hurakan, Huracán, Tohil, Bolon Tzacab e Kauil.

3. Tepeu: Na mitologia maia, foi deus do céu e um dos deuses criadores que participou das três tentativas de criar a humanidade.

Os sete segundos deuses criadores

Estes deuses que realizaram a segunda tentativa de achem ao homem a partir da madeira, mas este não possuía nenhuma alma
1. Alom
2. Bitol - Deus do céu. Entre os deuses criadores, foi o que deu forma às coisas. Participou das duas últimas tentativas de criar a humanidade.
3. Gucamatz
4. Huracán
5. Qaholom
6. Tepeu
7. Tzacol

Os treze últimos deuses criadores

OS BACABS
Se podem encontrar referências aos Bacabs nos escritos do historiador do Século XVI Diego de Landa e nas histórias maias colecionadas no Chilam Balam.
Em algum momento, os irmãos se relacionaram com a figura de Chac, o deus maia da chuva.
Em Yucatán, Chan Kom se refere aos quatro pilares do céu como os quatro Chacs.
Também acredita-se que que foram deuses jaguar, e que estão relacionados com a apicultura.
Como muitos outros deuses, os Bacabs eram importantes nas cerimônias de adivinhações,
e eram consultados a respeito de grãos, clima e até a saúde das abelhas, uma vez que eram deuses da apicultura também.




FIQUE POR DENTRO

O surgimento e o desenvolvimento cultural do chamado período clássico dos maias estendeu-se aproximadamente de 250 até 900 d.C. A fonte mais completa e exaustiva para o conhecimento da sua mitologia é o Popol Vuh (Livro da Comunidade ou do Conselho), a bíblia dos maia-quiches (de qui, 'muitos' e che, 'árvore': 'terra de muitas árvores', do ano 1550. Outra fonte é o Chilam Balam, escrito em maia de Yucatã na época da conquista e a Relação das Coisas de Yucatã, de 1566, composta pelo espanhol Diego de Landa, que inclui interessantes dados sobre a vida dos maias no século XVI.

Os deuses maias possuíam uma natureza antropomorfa, fitomorfa, zoomorfa e astral. A figura mais importante do panteão maia é Itzamná, deus criador, senhor do fogo e do coração. Representa a morte e o renascimento da vida na natureza. Itzamná é vinculado ao deus Sol, Kinich Ahau, e à deusa Lua, Ixchel, representada como uma velha mulher demoníaca. Alguns pesquisadores acreditam que seu nome deriva das palavras com as quais supostamente se definiu ante os homens: "Itz en Caan, itz en muyal" ("Sou o orvalho do céu, sou o orvalho das nuvens"). Porém, também parece significar 'Casa da Iguana'.

Segundo esta idéia, haveria quatro Itzamnás, correspondentes às quatro direções do Universo. Quatro gênios ou divindades, os Bacabs, por outro lado, aparecem sustentando o céu, identificados com os quatro pontos cardeais, que por sua vez estão associados a quatro cores simbólicas (Leste,vermelho; Norte, branco; Oeste, preto; Sul, amarelo), uma árvore (a seiva sagrada) e uma ave. Segundo a versão de alguns povos maias, seria filho de Hunab Ku, ser supremo e todo-poderoso.

Chac, que se destacava pelo nariz comprido, ocupava o lugar de deus da chuva e costumava aparecer multiplicado em chacs, divindades que produzem a chuva esvaziando suas cabaças e jogando machados de pedra. As uo (rãs) são suas companheiras e agem anunciando a chuva. O jovem deus do milho, Ah Mun estava relacionado com a vegetação e com o alimento básico; freqüentemente brigava com o deus da morte, Ah Puch, Senhor do nono inferno. Outras divindades associadas às trevas e à morte são Ek Chuah, deus negro da guerra, dos mercadores e das plantações de cacau, e também Ixtab, deusa dos suicídios.

A semelhança e os contatos entre a cultura maia e a asteca explicam a aparição entre os maias da Serpente Emplumada (Quetzalcoatl), que recebe o nome de Kukulcan em Yucatán e de Gucumatz nas terras altas da Guatemala.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Anónimo, Popol Vuh. Relato maya del origen del mundo y de la vida. ISBN ISBN 978-84-8164-965-9 ; Wilkipédia ; De la Garza, Mercedes & Ilia Nájera Coronado, Marta, Religión maya. ISBN ISBN 978-84-8164-555-2 ; Rivera Dorado, Miguel, El pensamiento religioso de los antiguos mayas. ISBN ISBN 978-84-8164-871-3 ;

SERTÃO, 12 ALMAS SE RENDEM AO SENHOR


Nos dias 20 e 21 de Outubro, o povoado do município de Canapi, Barro Branco, situado no Sertão alagoano nunca foi tão envolvido pela presença de Deus
.

Poder, renovo, avivamento e Salvação de almas marcaram presença na pequena congregação da igreja evangélica Assembléia de Deus  neste povoado sertanejo.

Tratava-se de um evento que comemorou quatro datas importantes na região: 5º Aniversário do Templo, 12 anos do Circulo de oração, 12 anos do Departamento de Senhoras e o 10º Aniversário da Mocidade.

A igreja, mesmo estando geograficamente no município de Canapi,  foi fundado pela igreja em Ouro Branco que a mantém até hoje e está aos cuidados do Pb. Josias Barbosa,  sob a direção do pastor João Pedro de Lima (Ouro Branco)


Depois de muita oração e consagração, a congregação recebeu um bom número de irmãos  que juntos comemoraram esta data tão especial. 














Cantor Ednaldo Santos adorando. 


Entre eles estiveram presentes: O Pr. José Anselmo( Canapi), Pb.Wellington Moura ( Ouro Branco), Dc. Manoel Néco( Tabuleiro do Martins) e uma abençoada caravana vinda de Maceió (família Alves Oliveira).


E para abrilhantar a festividade, estiveram louvando a Deus o cantor e compositor Ednaldo Santos ( Maceió), a Banda musical de Canapi e ministrando a poderosa Palavra de Deus os pastores Neurandir ( Caboclo) e Adriano Oliveira ( Maceió).

Os dois dias foram abençoados e edificantes com exposições abençoadas da Palavra de Deus, louvores e um saldo positivo de 12 vidas que se decidiram para Cristo.




Mais fotos:




Pr. José Anselmo Nascimento


almas se rendendo aos pés do Senhor


Dirigente da Congregação Pb. Josias Barbosa
ao meu lado esquerdo da foto



Irmã Elda, integrante da caravana de Maceió. 




Banda de Canapi








Irmã Juvita Barbosa, canal de bençãos para a igreja





No encerramento, Deus abriu os céus de uma forma tão marcante que a glória do Senhor encheu toda a casa. E mesmo após a benção apostólica, muitos irmãos ainda estavam sentindo fortemente a presença de Deus. A alegria estava estampada nos sorrisos dos presentes.



Feliz com os resultados alcançados, o responsável pela congregação, Josias Barbosa, frisou: 

“ Grandes coisas o Senhor fez por nós aqui no meio do sertão. E por isso estamos alegres. Agradeço a todos os irmãos que estiveram conosco. Ao meu pastor João Pedro, ao nosso presidente Pr. Néco e em especial...

 ao preletor do encerramento que foi muito usado por Deus para abençoar nossas vidas. Louvo a Deus também pela vida do deputado Jota Cavalcante por ter nos liberado o pregador e o cantor. Deus abençoe a todos em nome de Jesus.”



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CONGRESSO DE NOVOS CRENTES NA JATIÚCA

A Assembleia de Deus da Jatiúca, liderada pelo pastor Antonio Moreira, anuncia o 14º aniversário do departamento de novos convertidos. 

Preletores: Ev. Adriano Oliveira (AL) e Elias Torralbo (RJ). Cantores: Daniedson e Felipe Di Lima (local). 
Local: Av. Dr. Julio Marques Luz, 1261, Jatiúca, Maceió-AL
Horário: 19h
Informações: Com Dc. Marcos Aurélio (adjatiuca@gmail.com ou 82 88781717)


VOCÊ NÃO PODE FALTAR!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

CONGRESSO DE PIABAS EM CHAMAS


A Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Piabas na pessoa do dirigente Ev. José Sebastião dos Santos Filho e dos coordenadores Dc. José Ferreira e djanete realizaram nos dias 22 e 23 de setembro de 2012, o 10.º aniv. da UMAADEP "União da mocidade e adolescentes da Ass. de Deus em Piabas". 






Sob o tema: “Porque todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo" e o lema: “A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar nele o temor do Senhor”.



Neste abençoado trabalho, estiveram louvando ao Senhor: União de jovens e adolescentes (local), Depto jovem de Luziápolis, Depto jovem da Rua Santo Antonio,  o Depto jovem da Coronel Paranhos II e a participação da cantora: Denivani.


Deus se manifestou de forma gloriosa, batizando curando, renovando e salvando vidas de forma abençoada. A unção de Deus se apoderou do recinto, especialmente no último dia, onde esteve ministrando o pastor Adriano Oliveira. 



 O célebre obreiro trouxe uma analogia acerca do Tribunal na visão jurídica nacional, internacional e histórica, também mostrou a diferença do Tribunal de Cristo em relação ao Grande Tribunal de Cristo, onde todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. 

 Logo em seguida abordou as três condições para chegar ao Tribunal de Cristo. Deus se manifestou de forma grandiosa. Ao final,  muitos jovens foram envolvidos em um manto de glória e poder, outros foram batizados com o Espírito Santo.


 Houve um grande quebrantamento neste dia.

A programação se desenvolveu da seguinte forma: Tivemos como preletores: sábado à noite: Pb. Tony (Val Paraíso), domingo à tarde: Pb. Ivanaldo (Grota do Rafael) e domingo à noite: Ev. Adriano Oliveira (Farol).

Nestes dias tivemos 4 decisões para o Senhor Jesus, curas divinas, batismos com Espírito Santo e muitas renovações espirituais. Felizes podemos dizer: “ Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”


José Nilton da Silva
VEJA MAIS SOBRE ESTA FESTA : http://adalagoas.com.br/noticias/?vCod=8393

sábado, 13 de outubro de 2012

RELIGIÃO NA CIVILIZAÇÃO ASTECA


RELIGIÃO NA CIVILIZAÇÃO ASTECA

Vamos agora estudar a religião da civilização asteca,também uma das mais antigas.

Bem, entre as algumas características destacáveis, temos:
- Eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e
- acreditavam que se o sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria de funcionar.

Geralmente os sacrifícios feitos eram dedicados a algumas entidades. Entre as mais famosas temos:

a) Tezca-tlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu Deus;

Imagem de Tezca-tlipoca


b) Tlaloc: Esta entidade era interessante e merece algumas observações:


Imagem de Tlaloc

- Os sacrifícios eram feitos anualmente
- As crianças eram sacrificadas no cume da montanha.
- Eles acreditavam que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o deus proveria.
- No seu panteão ( local, significa:“conjunto de deuses” ) havia centenas de deuses.
- Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola.
 - Observações astronômicas e estudo dos calendários faziam parte do conhecimento dos sacerdotes.


SACRIFÍCIO HUMANO NA CULTURA ASTECA

- Sacrificar seres humanos aos deuses, era para os Astecas uma missão, enquanto povo escolhido pelo seu deus Tezca-tlipoca.
- Os sacerdotes ficavam com os vencidos para os sacrifícios , o deus era apaziguado.
-  Era tal a obsessão de sacrifício, que para eles as frequentes campanhas bélicas não tinham objetivo de conquistar territórios e ampliar seus limites

- mas sim, uma forma na qual era possível obter sempre novas vítimas para os sacrifícios aos deuses. E quando conseguiam muitas vítimas se alegravam de uma forma tal que colocaram o nome destas guerras de "Guerra Florida", com
- O seu destino final, como acontecia com os prisioneiros mortos no templo, era a glória de acompanhar o Sol no seu caminho celestial.
- A morte em combate ou na pedra sacrificial era o destino mais elevado do guerreiro, e conduzia-o para o mais alto céu. ( PARA O GUERREIRO ERA GLAMOROSO MORRER EM COMBATE POIS IAM PARA O CÉU DIRETO.
- A base do pensamento religioso e da atividade ritual provinha da ideia de que era necessário manter uma relação constante de intercâmbio com o sobrenatural.
- Oferecendo aos deuses a energia vital necessária para manter a atividade, poder-se-ia continuar a receber dele os dons que permitiam a existência humana,( como a luz, o calor, a água, a caça, os produtos da terra, etc.)
- No inicio pouco numerosos, durante a época da conquista, não se passava um dia sem que se fizesse pelo menos um sacrifício. Quanto mais alta fosse a categoria da vítima mais valiosa era para o fim em vista.

O SACRIFÍCIO ANUAL PARA TEZCA - TLIPOCA

- O sacrifício tradicional mais dramático dava-se uma vez por ano, (no 5º dia do mês toxcatl), em honra a Tezca-tlipoca.
- Um ano antes, os sacerdotes designavam um jovem prisioneiro para representar o deus.
 Durante esse ano que precedia à cerimónia ensinavam-lhe as artes nobres, como por exemplo, tocar a flauta de argila.
- Vestido com trajes suntuosos, todos o reverenciavam como a imagem viva do deus.
- No começo do mês chamado Toxcatl, este prisioneiro casava com quatro virgens
- Quanto mais se aproximava a data fatídica, mais as festas organizadas em sua honra eram faustosas.
- No dia do sacrifício, ele embarcava com as suas mulheres num barco que os conduzia a uma pequena ilha onde ficava o templo.
- Então as mulheres deixavam-no e ele dirigia-se sozinho para a pirâmide ou "Teocalli". Subia a escadaria, quebrando sucessivamente sobre os degraus todas as flautas de argila que tinha usado durante esse ano.
-  Assim que chegava à plataforma do templo, quatro sacerdotes estendiam-no sobre a pedra sacrificial segurando-lhe os braços e as pernas;
o quinto homem abria-lhe o peito com uma faca de sílex e metendo a mão dentro do peito, arrancava-lhe o coração que, logo de seguida, erguia ao céu em oferenda á divindade.
A famosa "pedra do sacrifício", que data do reino de Tizoc, é um vaso enorme onde se queimava o coração das vítimas.
Outro tipo de sacrifício:
a vítima combatia sucessivamente com armas fictícias contra guerreiros bem armados; se conseguisse defender-se contra o primeiro, morria inevitavelmente aos golpes dos seguintes.

O SACRIFÍCIO AO DEUS XIPE-TOTEC

De acordo com informações históricas, as oferendas a este deus era da seguinte forma: depois do coração arrancado, este era depositado no cuau-xicalli ou "vaso de água", para ser queimado e servir de alimento aos deuses.
- A cabeça era separada do corpo, e o corpo esfolado.
- Os sacerdotes e aqueles que faziam penitência (para homenagear os deuses), vestiam-se com a pele da vitima, e usavam durante 20 dias, estes faziam questão de deixar o terrível mau cheiro se apoderar do seu corpo e do ambiente.

Para eles era nobre  agir assim, OU MELHOR “ CHEIRAR ASSIM”

O SACRIFÍCIO AO DEUS TLALOC

para esta entidade:

a) sacrificavam-se crianças no alto das montanhas para trazer chuva no fim da estação seca, para apaziguar o deus; quanto mais estas inocentes e indefesas crianças choravam, na ótica deles, mais satisfeito o “deus” ficava.
- calcula-se uma média de 20.000 homens que eram imolados em cada ano. E é o próprio templo de Tezca-tlipoca que testemunha isso.

Em uma expedição realizada, o arqueólogo Hernan Cortez e os seus homens, contaram cerca de
140. 000 crânios.


- Todas estas cerimónias eram sistematizadas e reguladas por um calendário litúrgico chamado "Tonal-pohualli", a par com o calendário solar relacionado com a vida rural.
- O Deus mais famoso e venerado era o Quetzal-cóatl, conhecido como a serpente emplumada.

Quetzal-cóatl,

- Os sacerdotes formavam um poderoso grupo social, encarregado de:
a) orientar a educação dos nobres,
b) fazer previsões e
c) dirigir as cerimônias rituais.
- Realmente pelo que vimos, uma característica destacável na  religiosidade asteca é que sempre incluía a prática de sacrifícios.

- Segundo o divulgado pelos pesquisadores, três coisas não podiam faltar no culto a este mais famoso deus asteca e que eram ritos imprescindíveis para satisfazer a este deus:
a) o derramamento de sangue
b) a oferenda do coração de animais e
c) arrancar o coração de seres humanos, depositando com ele ainda pulsando aos pés da entidade.

NOTA INTERESSANTE QUE PRECISA-SE SABER:
De acordo com alguns arqueólogos, um certo  rei asteca de uma região chamada Texoco, mandou fazer um templo sem ídolos, apenas uma torre.
E lá, este rei fez referências a um Deus:
a)sem face,
b) invisível e
c) impalpável,
d) desprovido de história mítica
para quem esse rei fez uma homenagem com os seguintes dizeres na linguagem asteca:

"este lugar é reservado aquele, graças a quem nós vivemos".
Seria uma alusão ao “Deus desconhecido” pregado por Paulo, lá no areópago ateniense???? Só a eternidade responderá!!!

fonte: O Estudo das Religiões: desafios contemporâneos
Organizador: Silas Guerriero // Religião e Violência em tempos de Globalização
Organizadores: Mabel Salgado Pereira e Lyndon de A. Santos // 
wilkipédia // http://www.abhr.org.br/ 

A RELIGIÃO NA PRÉ-HISTÓRIA


CAPÍTULO I

 A RELIGIÃO NA PRÉ-HISTÓRIA (nas sociedades tribais e sem escrita;)

Apesar de que para muitos historiadores o termo "pré-história" é errôneo, pois segundo eles, não existe uma anterioridade à história mas sim à escrita.
Quando falamos em pré-história, estamos na realidade tratando do período histórico que antecede a invenção da escrita, evento que marca o começo dos tempos históricos registrados, e que ocorreu aproximadamente em 4.000 a.C..
Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não haja documentos escritos.

Quando falamos em  religião pré-histórica,  estamos em essência falando sobre todas as crenças e práticas religiosas da pré-história.
Mais especificamente, as práticas religiosas presentes no período PMNI
P - Paleolítico
M - Mesolítico
N - Neolítico
I -  Idade do Bronze.

A - PALEOLÍTICO ( ou  “idade da pedra lascada” )
O termo Paleolítico foi empregado pela primeira vez pelo historiador John Lubbock.

Refere-se ao período da pré-história que vai de cerca de 2,5 milhões a.C.,( quando os antepassados do homem começaram a produzir os primeiros artefatos em pedra lascadas), até cerca de 10.000 a.C.
Neste período os homens eram essencialmente:
a) nômades
b) caçadores-coletores,
c) tinham que se deslocar constantemente em busca de alimentos.
d) Desenvolveram os primeiros instrumentos de caça feitos em madeira, osso ou pedra lascada, e
e) dominaram o uso do fogo.

DIVISÃO DO PERÍODO PALEOLÍTICO
Este longo período histórico subdivide-se em 03 PARTES:

a) Paleolítico Inferior (até há aproximadamente 300 mil anos)

O Paleolítico Inferior é a mais antiga subdivisão do Paleolítico, período mais antigo da Pré-História do homem. Teve início por volta de 3 milhões anos atrás, e foi até por volta de 250 mil anos atrás, quando mudanças evolucionárias e tecnológicas importantes levaram os historiadores e arqueólogos a uma nova divisão, o Paleolítico Médio.Os mais antigos hominídeos, os australoptecínios, personificados por Lucy,
não eram utilizadores avançados de ferramentas de pedra e é provável que fossem presa de animais maiores.

Utilizavam machado de mão e viviam a céu aberto, próximo ao vale dos rios.
Os primeiros fósseis do género Homo surgem a menos de três milhões de anos.
Eles podem ter se originado dos australoptecíneos ou de um braço filogenético diferente de primatas. É nesse período que o homem passa a andar em duas pernas.
O Homo habilis, como os da Garganta de Olduvai é muito mais semelhante aos humanos modernos.

O uso de ferramentas de pedra foi desenvolvido por esta espécie por volta de 2,5 milhões de anos atrás,
antes de serem substituídos pelo Homo erectus, (por volta de 1,5 milhão de anos atrás). Também nesta época aparece a figura do Homo habilis  que aprendeu a usar o fogo como método de apoio na caça.

b) Paleolítico Médio
O paleolítico médio é um conceito que compreende um espaço temporal, cultural e geográfico mais restrito do que os períodos do Paleolítico que o antecedem e precedem.
O homem de neandertal, a sua distribuição geográfica (Europa), as técnicas de talhe (indústrias mustierenses) e a sua cronologia (200.000 a 30.000 anos b.p.) são características que definem este período da pré-história antiga.
O homem-de-neandertal (Homo neanderthalensis) é uma espécie extinta, fóssil, do gênero Homo
que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, de cerca de 300.000 anos atrás[1] até aproximadamente 29 000 anos atrás, tendo coexistido com os Homo sapiens
Neste período, O homem abandonou o uso dos machados de mão e passou a utilizar as lascas de pedras em outras armas, como exemplo, as flechas.

c)  Paleolítico Superior (até 10 mil a.C.).
O Paleolítico Superior é um conceito que abrange o fim do Paleolítico Médio e início do Mesolítico.
Nele foram encontrados:
- anzóis primitivos,
- bifaces,
- machados de mão,
- agulha de osso, entre outros.
- É também caracterizado pela arte rupestre.
Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais.
Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu diminuir sua dependência com relação à natureza.
Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma necessidade.
Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela proteção e sustento das famílias, a mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.

RELIGIÃO NO PALEOLÍTICO:

Enterro
O enterro dos mortos, particularmente com espólio pode ser uma das primeiras formas detectáveis de prática religiosa nesta época, pois, como Philip Lieberman sugere, ele pode significar uma "preocupação com os mortos, que transcende a vida diária."Os primeiros indiscutível Homo sapiens enterrados remontam cerca de 60.000 anos atrás.

Adoração animal
Um número de arqueólogos propoem que as sociedades do Paleolítico Médio, tais como sociedades neandertais pode ter praticado a mais antiga forma de totemismo ou a adoração de animais.

B - MESOLÍTICO ( ou  “idade média da pedra” )

É o termo empregado para denominar o período da pré-história que serve de transição entre o Paleolítico e o Neolítico, e presente (ou pelo menos, com duração razoável) apenas em algumas regiões do mundo onde não houve transição direta entre esses dois períodos.

É o período identificando como aquele em que existiram as últimas sociedades de caçadores-coletores.[2]
nota: a caça e a coleta foram os primeiros modos de subsistência do Homo sapiens.
Estas actividades foram herdadas directamente do mundo animal, particularmente dos primatas.
Caçadores-recolectores de caça obtêm mais na recolha que na caça; até 80% da comida era obtida dessa forma.

Vale ressaltar que este período mesolítico só existiu em algumas regiões do mundo (onde não houve transição direta entre os períodos Paleolítico e Neolítico, pois, a evolução histórica se deu diferente em determinadas regiões).

Os hábitos das culturas do Mesolítico eram basicamente nômades, com assentamentos estacionais de Inverno e acampamentos de verão,
embora em algumas regiões costeiras europeias e no Próximo Oriente (ali onde encontraram recursos suficientes e regulares) começassem a viver de um modo mais sedentário.

RELIGIÃO NO MESOLÍTICO:
 - NÃO HÁ RELATOS -

C- NEOLÍTICO ( ou  “idade da pedra nova”ou “pedra polida” )



Na pré-história européia, portanto, não se aplicando à pré-história americana (incluindo o Brasil),
é o nome do período que vai de aproximadamente do décimo milênio a.C., (com o surgimento da agricultura), até o terceiro milênio a.C., (dando lugar a Idade dos Metais.)

Nota:
foi nesta época que surgiram também o comércio, o dinheiro, que facilitou a troca de materiais, e que era, na época, representado por sementes.

Estas sementes, diferenciadas umas das outras, representam cada tipo, cada valor.
Uma aldeia, ao produzir mais do que o necessário e, para não perder grande parte da produção que não iria ser utilizada, troca o excesso por peças de artesanato, roupas e outras utensílios com outras aldeias.

Neste momento deixam de usar peles de animais como vestimenta, que dificultam a caça
e muitas outras atividades pelo seu peso, e passam a usar roupas de tecido de lã, linho e algodão, mais confortáveis e leves.

RELIGIÃO NO NEOLÍTICO:
Também não há fontes textuais existentes a partir do período Neolítico.

C- IDADE DO BRONZE ( ou  “idade dos metais”)

A Idade do Bronze é um período da civilização no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga metálica, resultante da mistura de cobre com estanho.
Iniciou-se no Oriente Médio em torno de 3300 a.C. substituindo o Calcolítico,
embora noutras regiões esta última idade seja desconhecida e a do bronze tenha substituído diretamente o período neolítico (popularmente conhecida como Idade da Pedra).

A Idade do Bronze no antigo Oriente Próximo começou com a ascensão da Suméria no quarto milênio a.C.
O Antigo Oriente Próximo é considerado por alguns como o berço da civilização e praticavam a agricultura intensiva durante todo o ano, desenvolveram um sistema de escrita, inventaram a roda do oleiro, criou um governo centralizado, códigos de leis e impérios, e introduziram a estratificação social, a escravidão e a guerra organizada. Sociedades na região estabeleceram as bases para a astronomia e matemática.

RELIGIÃO NA IDADE DO BRONZE:

As fontes disponíveis datam da Idade do Bronze e, portanto, todas as declarações sobre qualquer sistema de crenças das sociedades neolíticas pode ter possuído são vislumbradas a partir da arqueologia.
Diversos autores apresentam uma pré-história "centrada na figura feminina" e na adoração à Deusa mãe ao longo de toda a pré-história.

Os achados arqueológicos das estatutetas de Vênus e de arte rupestre são provas dessa religiosidade.
Ela descreve uma "Velha Europa" matriarcal com um conjunto de sociedades dominadas pela adoração à uma deusa, em especial, postulando uma deusa de aves e uma deusa urso.

ESTATUETAS DE VÊNUS


As estatuetas de Vênus são uma série de estatuetas pré-históricas de mulheres, que compartilham certas características (muitas delas são de mulheres obesas ou grávidas ou extremamente esbeltas com silhueta afinada). Essas estatuetas já foram encontradas da Europa Oriental até a Sibéria e
foram feitas em pedras moles, como:
-   calcita ou calcário,
-  ossos ou marfim, ou ainda
- criadas em argila e depois aquecidas.
- Algumas delas são os objetos de cerâmica mais antigos de que se tem conhecimento.

ARTE RUPESTRE

Arte rupestre, pintura rupestre ou ainda gravura rupestre, são termos dados às mais antigas representações artísticas conhecidas, as mais antigas datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em abrigos ou cavernas, em suas paredes e tetos rochosos, ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas em lugares protegidos, normalmente datando de épocas pré-históricas.
Bem é isso que temos de registro acerca da religião na pré-história!

( fonte: O Estudo das Religiões: desafios contemporâneos(Silas Guerriero)//Religião e Violência em tempos de Globalização( Mabel Salgado Pereira e Lyndon de A. Santos)//http://www.abhr.org.br/ // wilkipédia

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