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terça-feira, 27 de junho de 2017

CAPELANIA E EVANGELISMO

CAPELANIA E EVANGELISMO
                                                                                              







Prof. Pr. Adriano Oliveira
Preâmbulo

Com a necessidade de regularizar o curso de capelania dentro das leis nacionais  e de capacitar os operantes da mesma, visando a qualidade e desempenho no atendimento das pessoas com diversas necessidades que vão desde as emocionais, passando pelas afetivas, religiosas chegando finalmente as necessidades espirituais, foi que essa grande arte e braço da evangelização ganhou notoriedade nas últimas décadas, mui especialmente dentro do Brasil por parte dos líderes religiosos. Foi principalmente a vontade de trazer um conforto psico-espiritual  e ajudar as pessoas com entusiasmo, alto estima e estimulo que as principais instituições tais como hospitais, presídios, escolas, universidades entre outras deram uma atenção especial a esse tipo de trabalho. Podemos hoje dizer que o curso de capelania tornou-se um dos cursos mais procurados pelo povo evangélico no mundo todo.  Pra se ter ideia dos benefícios da capelania, os países que mais investiram nos cursos de capelania, tais como os europeus e os EUA, o evangelho cresceu de forma destacada.

Definindo Capelania

Etimologicamente falando, as raízes do termo “capelania” vem de “capela” e essa palavra assume designitivamente uma idéia de lugar discreto, simples, porém de grande importância para aquilo que compreendemos como “ apoio e socorro extra – paroquial”.
Em outras palavras podemos dizer que exercer capelania é estender a mão amiga de socorro espiritual e religioso fora das limitações do espaço físico da “eclesia”. Digamos então que seja uma extensão do apoio cristão fora da igreja. O curso de capelania surgiu para suprir exatamente essa carência por partes das pessoas que sentiram um chamado especial para levarem atendimento espiritual e bíblico aos necessitados fora da igreja e ao mesmo tempo contribuir na estruturação espiritual, emocional, bíblica, teológica, psicológica, técnica e apologética para todos aqueles envolvidos no trabalho de visitação em hospitais, presídios ou em outros lugares sempre focando a lapidação daqueles que levaram uma palavra de conforto e esperança não só aos pacientes como também a seus familiares que estão vivenciando momentos de crises.
Se formos pesquisar pelos anais históricos e cronológicos da igreja, perceberemos que a primeira pessoa a sair além das paredes da igreja foi Teodósio (378-395), o mesmo que oficializou o cristianismo dentro de Roma, no período em que o império era soberano.
Se levarmos em conta o fato de “delimitações territoriais”, perceberemos automaticamente os efeitos que foram produzidos.  A delimitação territorial trouxe consequências no que concerne ao atendimento sacerdotal a toda Eclésia. Portanto, também, é daqui que se vislumbra o início da capelania, isto é, o atendimento extra-eclesiástico em face do distanciamento das pessoas, da igreja, em todos os sentidos e aspectos.


A Capelania é, em sua essência, uma verdadeira e necessária assistência Religiosa e Social, já prestada, através da Lei 6923 art. 5 e inciso VII, endossada na Constituição Federal de 1988, aos serviços Civis e Militares. É indubitavelmente um serviço de caráter espiritual e evangelístico, realizado por um agente operante e preparado, que recebe o nome de Capelão ou Ministro do Evangelho, direcionado para o evangelismo pessoal ou em grupo.

O campo de atuação é diversificado tais como instituições parlamentares, presídios, asilos, centros de recuperação unidades hospitalares, hospitais, quartéis militares, instituições publicas ou privadas, instituições educacionais, entre outros.

Na realidade, essa proposta de “assistenciar” espiritualmente os necessitados, além das paredes da igreja, não vem de hoje. Observemos que a igreja cristã, desde suas raízes, preocupou-se com o atendimento particularizado ao necessitante tanto dentro como fora do contexto da igreja.

Desde o surgimento da eclesia que ocorreram mudanças em suas formas e variações no transcorrer do seu desenvolvimento histórico e isso foi refletido na ministração sacerdotal. E uma grande prova disso foi a preocupação dos líderes religiosos, que após se agruparem, propiciaram a oportunidade de atendimentos particulares com ampliação maior e foco não só evangelístico como também eclesiástico propriamente dito. A esse tipo de atendimento eclesiástico particularizado, é que denominamos de Capelania.

Os objetivos da Capelania entre outros, é oficializar sua atuação nas leis nacionais. E para que isso, a cada dia, seja mais e mais respeitado e intensivo, precisa-se qualificar pessoas para o exercício e fim desejados. Em outras palavras, é de preocupação da Capelania preparar, treinar e capacitar a pessoa do Capelão para que este possa  desenvolver suas habilidades dentro das áreas Social e Religiosa com qualidade e excelência.

Quem é o Capelão ?

Podemos dizer que o Capelão ou o operante em exercício dos objetivos da capelania, é aquele que atua como um verdadeiro assistente religioso e ao mesmo tempo social. Sua missão principal é contribuir de forma direta e intensiva com a Sociedade, cuidando e zelando da saúde espiritual, emocional, moral e religiosa do ser humano.

De antemão, de acordo com o  Presbítero e professor Odemir Silva, Bacharel em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo, em sua obra "Curso de Capelania" postado pelo site Teologia e educação, a pessoa candidata a ser capelã precisa está apta, no mínimo, a 13 ordenanças:

- Ter a motivação correta (direção do Espírito Santo);
- Ter convicção do valor de cada pessoa para Deus;
- Ser madura na fé (ter experiência pessoal de conversão a Jesus);
- Emocionalmente equilibrada;
- Saber ouvir (dar tempo, atenção e saber guardar confidências);
- Ser experiente na Palavra de Deus (sua praticidade);
- Saber cuidar da aparência pessoal;
- Ter habilidade para comunica-se (linguagem adequada);
- Sensibilidade para identificar oportunidades;
- Ter flexibilidade;
- Ser submissa à autoridade;
- Ter tato e profundo respeito às opiniões adversas;
- Ser perseverante no trabalho.

Quem deseja exercer a capelania com excelência, precisa inicialmente entender que o chamado divino para esse exercício, requer que cative e garimpe, através da oração, passando por meio de questões relacionais, e levando em conta principalmente os aspectos psicoteológicos. Até porque se, o operante da capelania, tiver uma preparação equilibrada em uma instituição clássica e respeitada, e o mesmo levar a sério suas etapas de preparação bíblica, espiritual e teológica, entenderá como refutar, de forma respeitosa e apologética as controvertidas e heréticas opiniões reinantes nos tempos hodiernos.
Indubitavelmente o capelão precisa ser uma pessoa atuante na oração. É inadmissível ao capelão fugir de suas responsabilidades espirituais entre elas, a sua vida consagrada e embasada no Jejum e na oração. Até porque no momento que está levando a Palavra de Deus, levará com autoridade e unção, pronta para enfrentar as potestades e forças do mal.

E. M. Bounds , baseado nas palavras paulinas registradas em Ef. 6.10-13, se expressou dizendo:
Falar aos homens, a respeito de Deus é uma grande coisa, mas falar a Deus a favor dos homens é coisa maior. Jamais falará bem e com real êxito aos homens em nome de Deus, aquele que não aprendeu bem como falara a Deus em favor dos homens
É essencial ser cheio do Santo Espírito de Deus para poder atuar debaixo do domínio e do poder de Deus (At 1.8).


Mas também não podemos esquecer que o conhecimento não deve ser ignorado. A meditação da Palavra de Deus é essencial. O capelão precisa de forma incansável buscar o conhecimento para está preparado a responder ao evangelizando, dirimindo suas diversificadas dúvidas teológicas, vivenciais, relacionais e procurar estar informado sobre as interações, no diálogo inter-religioso e interpessoal. ( 2 Timóteo 2:15). Não pode faltar ao aspirante pelo exercício do capelionato  o amor a Jesus Cristo. O Capelão precisa e necessita amar a Cristo e mostra esse amor guardando e praticando sua Palavra no coração. Elementar que para isso acontecer ele precisa está sobre a cobertura de uma verdadeira conversão. Se o capelão não for convertido, ele não poderá dialogar convictamente acerca das experiências de sua conversão bem como de sua intimidade com a terceira pessoa da Trindade. (II Co. 5.17);

Por mais preparado, intelectualmente que seja, o operante da capelania, deve acreditar no seu chamado, dependência divina e convocação para o exercício de sua função. A chamada deve nascer no seu coração, e ele precisa se dispor de forma livre ao peso de sua atuação mediante o trabalhar de Jesus Cristo na ação do Seu Santo Espírito. (Mt. 4.19)

O Capelão também precisa, em pleno exercício de suas responsabilidades, ser coeso e equilibrado não só no aspecto intelectual como também espiritual e psicológico, para que não ocorram “excessos” que venham a prejudicar ou fechar as portas, que com muitas dificuldades foram abertas e também para corroborar na pregação do evangelho e sua boa chegada ao coração daqueles que serão assistencializados.

Sinceridade é o que não pode faltar na relação do Capelão com Deus. Quem deseja ser um exímio expoente desse segmento precisa “viver o que prega e pregar no meio que vive”. Precisa ser original em seu comportamento para que as pessoas percebam nos mínimos detalhes. Sempre tratando as pessoas com amor, pureza, fé e acima de tudo ética. Sempre embasado no bom testemunho. (I Tm. 4.12).

Impossível também para os candidatos ao exercício da capelania, é não ter amor aos perdidos. Até porque é esse o sentimento que teoricamente deve ter levado os aspirantes a serem capelães. Amados, precisamos simplesmente amar as vidas, enxergar o destino final daqueles que irão para o Geena. Precisamos lutar pela salvação e pela restauração moral e espiritual dos evangelizandos.

Precisa-se adotar a dor e o sofrimento dos perdidos e ao mesmo tempo agir com compaixão, com piedade, com misericórdia para aqueles que perecem sem Deus, sem Paz e sem Salvação.

A Palavra de Deus é enfática ao apresentar esse sentimento sempre presente no ministério do maior capelão de todos os tempos, Jesus Cristo de Nazaré. É a própria Bíblia que nos textos de Mateus registra: “Jesus Cristo vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas sem pastor”, (Mt. 9.36).


Capelania e Evangelização

A pessoa do capelão, no bom exercício de suas funções e habilidades, poderá contribuir com o Estado e a União, desenvolvendo produtivamente nas áreas da Pregação e Evangelização. Eis então a necessidade do capelão conhecer e praticar com excelência essa grande arte que é a Evangelização. 

A arte de evangelizar, trás em sua essência a contribuição para alimentar e socorrer aos necessitados. Vejamos o pedido e ordenança do nosso mestre Jesus em Mateus 25. 34 a 40 :
 “... Vinde benditos de meu pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber, era forasteiro, e me hospedastes, estava nu, e me vestistes, enfermo (adoeci), e me visitastes, preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro (estrangeiro) e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

Veja o que a escritura também nos diz em Mt. 9. 35-38 :

 “Percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades. E então se dirigiu a seus discípulos e disse: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara”, 



Portanto o que nos resta é colocar em prática o pedido do mestre Jesus, que está a ecoar nos ouvidos daqueles que querem militar nesse lindo ofício:
Por que eu dei o exemplo, para que, como fiz, façais vós também”  (Jo 13.15).

Os corredores dos hospitais e as celas dos presídios são consequências da falta de Deus na vida das pessoas. E a capelania tem sido um braço forte no combate também a violência através da evangelização a esses segmentos.

Pra se ter ideia, estatisticamente falando, o quadro da Sociedade que vivemos não é muito favorável ao bem estar da humanidade. Segundo recentes pesquisas, a morte de jovens em acidentes de transportes cresceu mais de 30% em dez anos, muitas delas por influência de bebidas. Aqui está um exemplo da falta de Educação das massas no Trânsito. Na realidade, baseado nos dados fornecidos pela OMS, a cada um ano entre esses dez últimos, de 2007 a 2017, estão morrendo 1,2 milhão de adolescentes dentre 10 e 19 anos por causas que poderiam tranquilamente serem evitadas e no mínimo dois terços das mortes acontecem nos países em desenvolvimento, principalmente na África e região sudeste da Ásia.

No ranking de mortes que poderiam ser evitadas, temos em terceiro lugar mortes por suicídios (67.149), em segundo lugar mortes por infecções respiratórias (72.655), e liderando o ranking de mortes evitáveis temos os acidentes de trânsito (115.302). De acordo com o Jornal O Globo, ha dez anos atrás, Alagoas era o estado com maior taxa de assassinato de jovens: 125,3 para cada grupo de 100 mil jovens. O Estado do Espírito Santo vinha em segundo lugar, com taxa de 120. O Distrito Federal ficou em sexto e o Rio de Janeiro em sétimo, com 72,5.  Entre as capitais, Maceió tinha a taxa mais alta, com 251,4, seguida por Recife (211,3). O Rio, que ha quase duas décadas ocupava a terceira posição, com taxa de 141,1, aparece agora em 20.º (taxa de 72,8). Nesta mesma época, pela primeira vez em dez anos, o Nordeste teve mais vítimas de homicídio jovens do que o Sudeste: 6.742 ante 5.911. Nesse tempo, as vítimas nordestinas eram um terço das do Sudeste.

Segundo informações do jornal O Globo, entre 2005 a 2015, o Brasil teve um crescimento de 14,22% no número de assassinatos. E de forma surpreendente tivemos dois lados da moeda, em uma face temos a baixa do índice de homicídios em estados de maior população, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro. Na outra face temos um aumento do índice de mortes, dobrando no Norte e Nordeste brasileiro, como é o caso do Amazonas, Ceará e Maranhão.  Um aumento bastante observado foi o do Estado de Alagoas que houve um crescimento de quase 37%, na realidade 36,54%. Para se ter ideia, a taxa de assassinatos para cada cem mil pessoas é de 49 mortos. Essa análise, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), coloca Alagoas abaixo só do país de Honduras (103 mortes por 100 mil habitantes), ficando a altura do segundo país que mais mata por assassinato nas Américas, que é a Venezuela.

Continuando neste quadro de horror social, o Ministério da Justiça e Instituto Sangar nos informam o mapa atual de Violência presente no corrente ano. Vemos que o aumento de homicídios no Brasil, nas últimas décadas, teve como motor a morte de jovens. Já em 2008, a juventude de 15 a 24 anos representava 18,3% da população, mas o número de jovens assassinados (18.321) correspondeu a 36,6% do total de homicídios no país.

Atualmente, baseado no estudo proporcional realizado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve sim uma queda na taxa de homicídios depois de 2010. Principalmente em cidades que estavam no topo da pirâmide de violência urbana. E podemos alegar que as maiores quedas ocorreram no Espírito Santo (27,6%), Paraná (23,4%) e o Estado alagoano (21,8%). Porém, em contrapartida, houve um chamativo e intensificado crescimento das taxas de homicídios entre 2010 e 2015 no Nordeste brasileiro, em especial nos estados de Maranhão (52,8%), Piauí (54,0%), Rio Grande do Norte (75,5%) e o Estado de Sergipe (77,7%), que lidera em 2017 o ranking brasileiro em homicídios. Esse é o quadro estatístico e miserável que tem incomodado as mentes pensantes e os sociólogos de todo o país. Quando falamos de miséria, não nos limitamos apenas no aspecto de violência urbana, mas também nos atropelos evidenciados no contexto social. Para termos ideia, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ha uma década atrás, quase 14 milhões de pessoas passavam fome. Treze anos depois muita coisa não mudou, ao contrário, de 52 milhões de domicílios particulares estudados, foi constatado que 14 milhões de pessoas viviam com insegurança alimentar grave e 6 milhões de indivíduos moram em domicílio com renda mensal percapita que não ultrapassava R$ 65 por pessoa. E por aí vamos. E o estarrecedor é que atualmente este caos generalizado cresce em proporções maiores em âmbito mundial.

Mas o que os grandes governantes ainda não perceberam é que a única forma de estancar esta "sangria social" e essa violência generalizada é o combate direto às suas bases. E qual a arma que podemos usar para combater esta realidade cruel? Ora que o digam os evidenciados estudiosos Jean-Jacques Rousseaum, Johann Pestalozzi, Friedrich Hegel, Émile Durkheim, John Dewey, Lev S. Vygotsky e o próprio Piaget.

Partindo do princípio, percebemos um grande desequilíbrio entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Enquanto que nos primeiros, o índice de drogas, violência, miséria e morte diminuíram, o segundo, a cada dia, tem aumentado. Foi descoberto então que o segredo dessa desproporção estava justamente no investimento da educação. Queridos, a Educação é a espada que corta por absoluto o mau de ordem moral. Sabemos que o ser humano na fase adulta é o produto final de sua trajetória deformação. Neste trajeto, percebe-se então facilmente a importância e ao mesmo tempo a necessidade do fator “Educação” como um reagente indispensável nesta formação do ser social. É facilmente percebido que o indivíduo social, ao passar pela reavaliação dos conhecimentos adquiridos na infância e adolescência, emite o reflexo desta em sua vida adulta. Endossando nosso ponto de vista, o escritor humanista e ensaísta francês Michel Eyquem de Montaigne( 1533 -1592), ao submeter-se numa profunda análise exegética acerca dos dogmas da sua época, analisando Instituições, opiniões e costumes, revela a importância da educação infantil, como pressuposto para constituição do sujeito.

Em vista de tudo isto, onde se encaixa a Religião, sua proposta educacional, pedagogia cristã, com seus confortos espirituais e bálsamos espirituais apresentados através da exposição do evangelho? Será que a Evangelização tem sua parcela de contribuição na restauração do ser social?

Bem, os presídios e os hospitais que o digam. Quando um capelão está rompendo as barreiras das quatro paredes e saindo aos hospitais evangelizando não só um portador de uma enfermidade crônica ou não, no momento que está levando a palavra de Deus a um vitimado da violência ou a um presídio cheio de detentos, ele está a palavra educadora e transformadora do Evangelho.

Sabemos que hoje as igrejas evangélicas estão investindo na capelania e desenvolvendo trabalhos sociais e evangelísticos com resultados fantásticos. De acordo com a Revista VEJA e segundo o censo penitenciário, 80% dos detentos estão contaminados pelo bacilo da tuberculose. Um em cada seis é portador do vírus da Aids. Muitos condenados, por falta de assistência jurídica, continuam presos mesmo depois de cumprir sua pena. Uma matéria feita pelos jornalistas Daniel Nunes Gonçalves e Roberta Paixão da mesma fonte de informação relatam que desde a década de 90, missionários da Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do país, começaram a visitar regularmente o presídio. No Rio de Janeiro, a pregação carcerária começou em 1993, quando o pastor Caio Fábio, da Igreja Presbiteriana, batizou de uma vez treze convertidos no presídio de Bangu I. Entre eles estava José Carlos Gregório, o “Gordo”, líder do Comando Vermelho, famoso por ter sequestrado um helicóptero com o qual tirou o traficante “Escadinha” do pátio de uma penitenciária. O caso do pastor Cesar’El,da Assembleia de Deus, é ainda mais espantoso. Antigamente conhecido como “Eduardo Capeta”, o ex-comandante das bocas-de-fumo do Morro do Andaraí, no Rio, converteu-se há três anos por insistência da mãe e tornou-se um ídolo musical. Cesar gravou um disco com versões evangélicas de raps, incluindo aquele que diz "Eu só quero é ser feliz/ Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci." O refrão mudou para "Você pode ser feliz/ Aceite Jesus, que na cruz morreu por ti." A música virou exemplo de vida atrás das grades. Que mistério é esse que os capelães em todo o Brasil, através da Evangelização tem lapídado o caráter e a personalidade do cidadão extraviado do caminho da integridade e da moral mediante a influência das Sagradas Escrituras?

O segredo está aí, a Palavra de Deus na vida e na boca dos capelães. A Bíblia ainda é a fonte restauradora não só espiritual como também moral e social. E a mesma nos exorta que o mundo está sob a influência do mal de ordem moral denominado Pecado. Ora, se a Educação secular, com seus princípios morais, prepara o homem para conviver em harmonia com a Sociedade, a Religião, ou melhor, a Educação religiosa, através da Evangelização por esta grande mão social, que é a capelania, por outro lado lapida, transforma, purifica, santifica e prepara o homem para morar no céu, ressociabilizando-o a viver em paz e harmonia com os demais.

Em oposição a sociólogos e escritores famosos como Durkheim, David Hume, Freud e Nietzsche, discordantes da obra prima que é a Educação Religiosa através da Evangelização e opositores da linda influência desta na formação e restauração do cidadão, a Bíblia em suas contundentes e reveladoras mensagens, trazem uma nova perspectiva de vida aos homens que perderam todas as suas esperanças e aos seus olhos, oportunidades. É bem verdade que existe uma tendência maior do homem em acreditar na ilegitimidade das crenças religiosas do que em milagres, no poder da oração e na transformação do homem pela influência da Evangelização.

É aí então que entra a pessoa do capelão evangelizador neste processo evolutivo de mudança e transformação do cidadão. O verdadeiro capelão e evangelista cristão, o evangelizador analítico, deve conciliar teoria e prática no processo evangelístico cristão, pois existem nele condições ideais e coerentes ao verdadeiro crescimento do indivíduo, uma vez que a dinâmica Palavra de Deus com seu conforto e doutrina espiritual é fator indispensável ao combate da violência, a fome e a miséria espiritual.

Queridos operantes da capelania, temos em nossas mãos uma arma poderosa para contribuir contra a violência e a favor da estabilidade social. Esta arma é a Palavra de Deus transmitida através da evangelização. A contribuição da Igreja no transcorrer da história para a Sociedade não é outra senão o combate ao desequilíbrio moral e social através da Educação Religiosa mediante a propagação da Palavra de Deus. Indubitavelmente, a capelania é um dos grandes braços e amiga do Estado na erradicação do mal de ordem espiritual, social e moral. Invistamo-nos na Educação religiosa, através do ensino bíblico e no Evangelismo, propagado pelos capelães e então assim viveremos em uma Sociedade melhor e mais justa.

 Então mãos à obra. Levemos a Palavra transformadora e educacional.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver”  (2 Tim 3.16)


Estratégias úteis e ética no exercício da capelania

Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que mesmo que eles os acusem de praticar o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção”. 1Pe 2.12


De acordo com o que entendemos sobre Ética podemos dizer que é a parte inserida na Filosofia que trata acerca da moral, ou melhor dizendo, de  “tudo que gira em torno do correto, do coerente e do decente”.



Quando nos referimos à ética voltada ao evangelismo, no exercício da Capelania, estamos na íntegra tratando acerca de várias formas, dentro dos parâmetros legais da apologética, daquilo que entendemos ser “o perfeito comportamento do Evangelizador” na sua abordagem ao evangelizando. Elementar que quando tratamos de uma boa abordagem, ou melhor, de uma boa aplicação da ética na arte do evangelismo, precisamos levar em conta que essa ética precisa ser analisada dentro de um contexto social limitado evidentemente a tempo e a espaço uma vez que o que entendemos de “moralidade” sempre está em “trânsito”, isto é, nunca estática, mudando sempre dentro de um contexto social de determinada época ou localidade geográfica ( Tempo e espaço). É justamente isso que precisa ser avaliado pelo capelão evangelizador no ato de sua intenção. O mesmo precisa considerar tudo que distingue “Ética nos padrões mundanos” versus  
“ Ética nos padrões bíblicos”. Para que não ocorram resultados opostos aos desejados no término da evangelização quer seja nos hospitais, nos presídios ou em qualquer outro campo de atuação da capelania.



A norma que a evangelização deve atender é a Palavra de Deus 

permanente e imutável, independente de tempo ou espaço. 
(Silas Tostes extraído da revista Evangelizar n. 7)


Assim, a prática da ética na evangelização por parte do capelão, não será sempre aquilo que é socialmente aceitável, mas sim o que é divinamente determinado. Até porque o alvo do capelão pode ser um indivíduo que já teve sua mente trabalhada e influenciada por uma seita ou heresia. Eventualmente, aquilo que a sociedade não aceita, justamente o que é indesejável e repugnante aos padrões do mundo, é que será a ética na evangelização. Entender isso e aceitá-lo, é fundamental ao tratar desse tema. Porem  as Escrituras Sagradas não economizam instruções acerca daquilo que é bom e correto. O que o capelão precisa é repassar ao ouvinte de forma sábia e equilibrada. Sendo assim, tomemos o termo em um sentido mais especifico, para dizer que existe uma ética divinamente determinada na capelania com foco na evangelização.

Na realidade, muitos querem ser capelães,  evangelizar hospitais, ganhar almas para Cristo nos presídios, porém, em contato com os evangelizandos, atingem suas crenças, ofendem seus dogmas religiosos, são "radicais" na abordagem, e o pior, parece que estão mais "brigando" ou " discutindo " do que evangelizando propriamente dito. Mas isso tem uma explicação, são pessoas despreparadas na Palavra, que não tem a mínima preparação bíblica nem a sensibilidade de Cristo a ponto de saber que precisa melhorar para com excelência servir.

Precisamos enxergar o que está por trás daquela vida a ser alcançada. O evangelizando é uma pobre alma que está caminhando a passos largos para o inferno.  Observe que Jesus nos deixou um maravilhoso exemplo baseado em passos para sabermos abordar no exercício da capelania, os evangelizandos, formas de como evangelizar os pecadores através do seu encontro com a mulher samaritana (João 4:1-29).

Jesus nos deixou um maravilhoso exemplo baseado em passos para sabermos abordar os evangelizandos. Formas de como evangelizar os pecadores através do seu encontro com a mulher samaritana (João 4:1-29).


O primeiro Passo – Ir ao encontro do Evangelizandos 
( Jo 4.3-7)


Queridos capelães, não podemos esperar que os necessitados venham até-nãs. Veja a performance de Cristo. Ele poderia ter esperado que a mulher samaritana viesse ao seu encontro em Jerusalém, ou até mesmo na Galiléia, em Cafarnaum.  Se analisarmos enfaticamente o texto, perceberemos que nosso mestre foi descansar, após enfado, nas proximidades do poço de Jacó, em Sicar. É bem verdade que o momento não era muito favorável para aparecer alguém  para buscar água, pois o horário era por volta de diante de um sol causticante. Mas Jesus, acreditamos, usando parte de sua natureza divina, estava esperando aquela pobre alma. Ele vivia o que pregava e pregava o que vivia. A Grande Comissão do "Ide" dada aos discípulos por ele (Mt 28:19) era presente em todo o seu ministério.
"Paulo nos assegura que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo (Rm 10.17). O grande apóstolo raciocina coerentemente : "Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?" .  É óbvio que o primeiro passo para levar um pecador a Jesus é ir até ele coma palavra! (Rm 10.14,15; Mt 9:23-26; Lc 5:30-31; 7:37-39; 11:37-39; 19:5-6.). Ele era consciente que precisava ir de encontro com o Problema, levando a solução.

SEGUNDO PASSO - DESPERTAR A CURIOSIDADE DELES 

(vs. 7 a 9)

Jesus fez um simples pedido à samaritana: “dá-me de beber.” Entretanto, este pedido causou uma reação na mulher: "como você, sendo um judeu, pede água para mim, samaritana?". O fato de judeus e samaritanos serem inimigos provocou esta reação. Porém Jesus era diferente e a mulher interessou-se em saber o por que.
Se nós, queremos agir como verdadeiros capelães, pregoeiros do evangelho, precisamos agir da mesma maneira que Cristo em relação ao mundo e as pessoas que são alvos de nossa investida evangelística. Precisamos despertar a curiosidade dos evangelizandos, principalmente através de nossa conduta comportamental e tratamento na abordagem.


                                                     Mas finalmente, o que existe em nós                      

                                                     que pode gerar   a  curiosidade dos 
                                                     pecadores?  



Podemos desenvolver algumas qualidades que podem ser facilmente identificadas pelo evangelizando e ao mesmo tempo servir de sustentáculo para uma investida satisfatória no momento da evangelização.
a)    UNIÃO COMO SENHOR, como integrante do corpo de Cristo: "a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste "

(Jo 17.21 ), quem tem união com o Senhor, tem intimidade com ele e por consequencia, o brilho dos céus na vida. ( Ex. 34.29,35)




b)           DIFERENÇA, Como sal da terra para trazer sabor da santificação e Luz para resplandecer em um mundo de trevas: " Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. ( Mt 5:13-16 )



c)           TESTEMUNHO PERFEITO, de um legítimo filho de Deus: "Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo" (Fp 2:14,15)
d)   FÉ EVIDENTE, que desperte os olhos dos mais atentos: " Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus." ( 2 Reis 4:9);  "Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino. Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiei, e não se achava nele nenhum erro nem culpa." ( Dn 6:3 e 4 )




ESTRATÉRGIAS

Uma boa técnica para despertará curiosidade daqueles que estamos a evangelizar é a da PERGUNTA estratégica:

            
 I - SE O SEU CORAÇÃO PARASSE DE BATER AGORA, PARA ONDE IRIA SUA ALMA?


lI. SE VOCÊ MORRESSE, SUA ALMA   CHEGASSE À PORTA DO CÉU E LÁ UM ANJO LHE PERGUNTASSE: "POR QUE DEVERIA EU DEIXÁ-LO ENTRAR NO CÉU?". O QUE VOCÊ RESPONDERIA?







 III - VOCÊ SABE QUANTAS RELIGIÕES  EXISTEM NO MUNDO?
     JÁ LHE INFORMARAM DE QUE, NA VERDADE, SÓ EXISTEM DUAS?

  
  
TERCEIRO PASSO - FALAR A PALAVRA CERTA NO TEMPO CERTO


Observe que apesar do interesse e curiosidade demonstrados pela mulher samaritana, Jesus trabalhou com ela na calma. A mulher estava envolvida na atividade de retirar água do poço e Jesus levou-a a  interessar-se pela água viva. (Vers. 10). Percebemos aqui que Jesus mostrou-lhe que conhecia fatos acerca da vida dela (vs. 16-18) a ponto da Samaritana pensar que ele fosse um profeta. A mulher queria saber onde deveria adorar a Deus: em Gerizim ou em Jerusalém (v. 20). Jesus ensinou-lhe que Deus procura quem o adore em espírito e em verdade (vs. 23 e 24). Foi neste ponto que a mulher lembrou-se da promessa do Messias e que Jesus revelou-se como o Salvador prometido (vs. 25 e 26).


O segredo para apresentar a PALAVRA CERTA no TEMPO CERTO é o trabalho na dependência do ESPÍRITO SANTO. Já vimos acerca da obra que o Espírito Santo faz, nos capacitando com poder, autoridade e sabedoria para evangelizar (Atos 1:8, Mt 10:19 e 20).



 ESTRATÉGIA : Para cada tipo de pessoa há 
uma maneira melhor de apresentar o Evangelho, 
precisamos falar na linguagem de, 
quem está nos ouvindo.




A abordagem daquele que evangeliza e leva a palavra deve ser acima de tudo específica. O capelão precisa estar atento para trazer uma palavra evangelística de acordo com a realidade daqueles que estão a ouvir. A linguagem deve ser clara e precisa atender a necessidade de quem está sendo evangelizado. vejamos: 


A pescadores: "Eu vos farei pescadores de homens"  (Mt 419).
A pessoas acostumadas à vida agrícola: o semeador (Mt 13:1), o joio e o trigo (Mt 13:24), os lavradores maus (Mt 21:33). 

A apreciadores de esportes: I Co 9:24-27. 
A conhecedores da vida pastoril: Jo 10:7ss 
A familiarizados à rotina militar: Ef 6:10-17



QUARTO PASSO - NÃO CONDENAR
Nunca comece uma mensagem de evangelização condenando o evangelizando. Ele estar acamado ou preso precisando de uma palavra de socorro e não de condenação. Seja sábio(a). Haja com prudência. Mostre aos “condenados” a saída, a solução.

LEMBRE-SE: 

Não somos dignos de julgar, quanto mais de condenar alguém.


Evangelizar não é se fazer ou promotor de alguém. Observe que o próprio Jesus não condenou a mulher samaritana ao contrário, falou do seu pecado, lembrando-lhe de seus cinco maridos. Situação em que ela própria sentiu sua condenação. Em João 8:11, podemos observar a palavra que Jesus deu à mulher surpreendida em adultério: "Nem eu te condeno; vai-te e não peques mais".




“Condenar uma pessoa pelos seus maus feitos, 
serve muitas vezes, para fechar a porta de oportunidade 
para evangelizá-la”.

Lembremos que ser capelão assim como ser um cristão genuíno é muito mais do que seguir regras como "não fumar” e "não beber". Lembre-se que quem convence a pessoa de seu pecado, da justiça de Deus e do juizo é o próprio Espírito Santo de Deus! ( Jo 16:8 ).





AS DESCULPAS MAIS  USADAS PELO EVANGELIZANDO

Com o intuito de facilitar o capelão se deparar com alguns indivíduos com concepções visionárias já estabelecidas e para que o operador da capelania possam se sair bem no exercício da evangelização, trazemos algumas desculpas bastante utilizadas no ato da abordagem.


 “Quando senti 
procurarei ser crente"



             Vou regenerar-me 
                       primeiro”                                                     “Toda religião é boa. 
                                                                                  Eu sendo sincero  é o que                                                                                                         importa"

"Não creio no inferno  

no castigo eterno"
                                               "Sou ateu, 
                                               materialista, etc..."





  Dentro de todo um dinamismo na arte da evangelização efetuadas pelos capelães, trazemos aqui alguns argumentos usados pelo evangelizando que tenta se recusar a aceitar a Jesus como Salvador e Senhor de sua vida na hora do apelo com suas respectivas refutações bíblicas:
§     "Para mim não há solução; Deus não me aceita mais. Sou o pior dos pecadores

  Refutação: Rm 10.9 –13; Lc 19.10; 1 Tm 1.15,16; Is 1.18; Jo 6.37

§     " Vou regenerar-me primeiro”  

             Refutação: Rm 5. 8-11; Mt 9.12,13

§    “Quando senti procurarei ser crente" 
       Refutação: Jr 17.9; Pv 28.26; Ap, 3.20



  • “Toda religião é boa. Eu sendo sincero é o que importa"
                Refutação: Lc 13.3; Jo 14.6; At 16. 31
  • " Há muita coisa na Bíblia e no meio evangélico que não consigo entender"
Refutação: I Jo 5.9; 1 Co 13.2; Dt 29.29
  • "Já sou filho de Deus e Deus é amor. Ele não vai condenar um ser humano que veio dele"
Refutação: Mc 16.16; I Rs 18.21;Lc 13.3
  • " Vou ser perseguido, observado, zombado e visado

          Refutação: Jo 16.33; 1 Pe 2.21; Mc 8.38

  • " Hoje não, outro dia, mais tarde, deixa eu curtir

            Refutação:  Lc 12.19,20; II Co 6.2; Hb 3.7,8; At 17.30
  • "Acho que se me tornar crente, não conseguirei me manter firme!"


Refutação: Rm 14.4; Jo 10.28,29; Fl 1.6; 1 Pe 1.5

  • " Conheço muitos crentes errados e hipócritas por isso não quero ser evangélico"
         

        Refutação:  Is 45.22; Mt 7.1; Lc 6.41

  • "Nasci na religião de meus pais, portanto já tenho a minha
religião"


Refutação:  Jo 3.5; Lc 13.3; 1 Pe 1.18

  • "Não creio no inferno  nem no castigo eterno"
             Refutação:  SI 9.17; Mt 10.25; Lc 16.19-31
  • "Sou ateu, materialista, etc..."
          Refutação:  Hb 1.1; Is 34.16; 11 Tm 3.16 
    ( É preciso, bom e necessário o capelão tomar ciência que vai se deparar com várias situações e opiniões dos evangelizandos. É importante ler acerca dos erros da Teoria da Evolução, buscar depoimento na História de ex-evolucionistas, procurar fontes bíblicas mostrando fenômenos científicos existentes antes mesmo da ciência descobri-los...)
  • "0 mundo tem tantas religiões, não sei qual escolher”

                    Refutação:   Is 24.15; 1 Rs 18.21

TEXTOS BÍBLICOS QUE TODO  CAPELÃO PRECISA SABER:
Ao sair o capelão para evangelizar ou pregar, o portador das boas novas precisa se armar de vários textos bíblicos com intuito de ser bem sucedido. Este é o segredo do sucesso na evangelização, o capelão precisa está preparado e lapídado na Palavra (II Tm 2.15 ).
Com o intuito de ajudar aos operante da capelania, segue-se os pontos mais importantes que todo evangelizador precisa ter conhecimento:
§  Todos são pecadores ( Rm 3.23; Is 64.6)
§  A partir da queda espiritual de Adão, o homem:
-  Passou a nascer no pecado (Jo 15.14 )
- Tomou-se filho da ira ( Ef 2.3 )
- Ficou cego em seu coração ( Ef 4.18 )
- Ficou corrompido e pervertido (Gn 6.12)
- Ficou alienado de Deus ( Gn 3.8 )
-  Tomou-se injusto ( Ec 7.20 )
- Tomou-se Escravo do diabo (II Tm 2.26 )
- Ficou vazio do temor de Deus ( Rm 3.18 )

·         Conseqüências da incredulidade e da rejeição de Cristo (Jo 3.18 – 36; Hb 2.3; II Ts 1.7-9; Hb 10.28,29)

·         O pecado será punido ( Rm 6.23; Ap 20.15; Pv 14.12)

·         As obras boas não salvam ( GI 2.16; 3.11; Jo 6.29;Ef 2.8,9 )

·         O amor de Deus e sua provisão para a nossa salvação
( Jo
3.16; G14.4,5; Rm 5.8; 1 Pe 2.24 )
·         Necessidade de arrependimento
( Lc 13.3; At 17.30; Is 55.7; A 2.38 )
·         Jesus Cristo é o único caminho
( Jo 14.6; At 4.12; Jo 3.36; 10.9)
·         Como receber Jesus ( Jo 1.12; Ap 3.20; Rm 10.9 – 11)
·         A vida eterna é recebida quando se recebe Jesus como salvador ( 1 Jo 5.11-13; Jo 3.16 )
·         Como Jesus apaga os nossos pecados
( Is 53.5; 1 Jo 4.10; Ef 1.7 )
·         Fomos lavados do pecado pelo sangue de Jesus
( 1 Pe 1.18; Jo 1. 7-9 )
·         0 perdão dos pecados é somente por Jesus
( Ef 4.32; C1 1.14)
·         Necessidade da fé para ser salvo
(At 16.31; 10.43; Rm 5.1 3.25, 26 )
·         A certeza de que Jesus está pronto para receber o homem (Jo 6.37; Rm 10.13; Mt 11.28; Ap 22.17 )
·         A necessidade de novo nascimento e de conversão
( 2 Cor 5:17; Jo 3.3-5 )

·         A necessidade de confessar Cristo como salvador
( Mt 10.32)
  • A segurança da nossa salvação
    ( 1 Jo 5.24; Rm 8.16 )

  • O crente é guardado por Deus
    ( 2 Tm 1.12; 1 Pe 1.5; Jd 24 )

§  A inspiração das escrituras
( 2 Tm 3.16; 11 Pe 1.20,21 )

§  A condição do homem sem Jesus é a de perdido
 ( Is 53.6; Rm 3.10)

§   Necessidade de freqüentar a igreja
( At 2.42,44,46 ; 1 Jo 1.3)

§  Necessidade de renunciar algumas coisas
( Mc 8.36,37; 1 Jo
2.15; 1 Tm 6.10; Tt 2.12

De posse dessas informações, indubitavelmente o capelão poderá sair melhor em seu investimento evangelístico.
            Será que agora podemos falar deste Deus tão bondoso e do seu projeto tão maravilhoso? Com certeza! Então, não perca mais tempo, Pregue o evangelho!

Soli deo Gloria!


Prof. Pr. Adriano Oliveira
E-mail: adrimaceio@hotmail.com
Zap: 082 – 9 – 8844-5714
         011 -  9 – 7737-1181

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