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domingo, 27 de maio de 2012

A PATROLOGIA NO CONTEXTO ECLESIÁSTICO E CRISTÃO





26 de maio de 2012


"A história é êmula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro." (Miguel de Cervantes)

Bem queridos, a Patrologia para nós cristãos, em resumo, refere-se ao período nos quais foram elaboradas as bases da filosofia cristã pelos "pais da Igreja". Em todos os livros da área, esritos que se prezam, é ensinado que o conceito de patrologia foi utilizado pela primeira vez pelo teólogo protestante João Gerhard (1637) como título de sua obra “Patrologia ou vida e obras dos doutores da Igreja cristã primitiva”, no sentido de estudos dos Padres do ponto de vista histórico e literário. A “Patrologia” trata necessariamente de um ramo da teologia, cujo núcleo essencial são “os Pais da Igreja” e seus escritos no sentido eclesial, assim ao estudante de Teologia é ensinado que a Patrologia “é a ciência que trata a literatura cristã antiga em todos os seus aspectos e com todos os métodos apropriados.”

O termo “pais da igreja” não é título oficial criado a mando do Papa ou outra pessoa. Indubitavelmente não existe uma lista oficial de quem sejam os “Pais da Igreja Primitiva”. Mas de fato temos uma lista enorme de pessoas que se tornaram Doutores da Igreja. Foram homens destacados, até certo ponto extraordinários Mestres reconhecidos pelo próprio Papa e pela igreja católica. São homens oriundos de diferentes gerações da vida da igreja. Podemos informar que primeiramente são chamados de “pais” porque ajudaram na difusão do Cristianismo de sua fase inicial à maturidade. Portanto eles pertencem a uma época em particular. Os primórdios, os primeiros tempos do Cristianismo.

Vale destacar que são caracterizados como “pais da igreja” porque também ninguém poderia desempenhar novamente o papel que eles desempenharam. Jamais ninguém poderia desempenhar o papel deles em um mesmo tempo ou espaço. Eles foram os mestres que escreveram seus ensinamentos para que pudessem passá-los às gerações subsequentes. É defendido que os pais da igreja pertencem ao período aproximado que vai desde o ano 100 até o ano 800. Estes homens nos deixaram seus escritos e nestes registros vemos que eles transmitiram a Doutrina da Tradição Cristã Primitiva. Foram justamente eles que ajudaram a interpretar essa tradição. Quando falamos nesta Tradição, estamos falando de uma realidade que vem diretamente dos Apóstolos. É defendido pelos estudiosos como um tempo que compreende um período que vai desde o ano 100 até o ano 800. Nós temos inicialmente o período em que o Cristianismo na época era proibido. Este período foi proibido logo após um evento pioneiro, o primeiro grande Concílio da Igreja: O Concílio de Nicéia. Antes deste Concílio, durante os anos de perseguição, os “pais” da igreja ficaram conhecidos como “pais Pré – Niceianos”. O termo “pré” significa “anterior” na essência da palavra.

PRÉ-NICEANOS
Aos queridos leitores, podemos informar de antemão que em primeiro lugar, havia sim um grupo de pessoas que estavam vivas quando os apóstolos ainda existiam ou foram discípulos imediatos dos Apóstolos ou tiveram algum contato com eles, com a doutrina deles. Eles são chamados de “Pais Apostólicos”. Viveram por volta do final dos anos 60dC até o ano 150dC. Seus escritos começaram a chegar até nós no ano 95dC. Homens como Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Melito de Sardis, Pápias de Hierápolis, Apolônio de Éfeso, Justino Mártir,Tatiano, Atenágoras de Atenas,Teófilo de Antioquia, - Hermias, o filósofo entre outros.

Sinceramente queridos, será que dá para refletirmos sobre a importância destas pessoas em interpretar o que os Apóstolos queriam ensinar quando escreveram os textos sagrados. É bem verdade que muitos deles se empolgaram a tal ponto que ficaram entregues ao exagero, por um lado escrevendo o que realmente os apóstolos passaram e por outro lado, escreveram e ensinaram coisas oriundas do fruto de suas imaginações e criatividades, mas que não estão sequer escritas nas Escrituras. Porém, isto não neutraliza a contribuição histórica e patrológica de cada um deles.

Depois destes, temos um grupo incomum de pessoas. Pessoas brilhantes, digo dotadas de talentos. Muitas vezes eruditos seculares que se converteram. E assim usaram seu conhecimento em favor da difusão do Evangelho, chamamos estes homens de “ apologistas”. Estes defenderam a fé piamente. Apologistas foram na essência porque defenderam a fé publicamente contra falsas acusações levantadas por outros eruditos, sacerdotes e políticos. Viveram e escreveram desde por volta do ano 150 até o Concílio de Nicéia, no ano 325dC.

Precisamos destacar neste estudo que aconteceram coisas maravilhosas no período do Concílio de Nicéia. Lembrando que nos dois séculos seguintes, os dogmas basilares da fé foram estabelecidos por alguns Concílios. Inclusive as liturgias que agora conhecemos presentes na igreja Romana do Ocidente, como a Bizantina e Maronitas do Oriente foram definidas neste período de atuação dos Concílios. Foi justamente nesta época, conhecida pelos teólogos católicos como “Era de Ouro”, que o cânon das Escrituras foi definido. Uma época inesquecível, notável em que se destacaram homens inesquecíveis nos anais históricos da igreja. Personalidades que marcaram gerações com seus pensamentos e doutrinas e representam aquilo que é entendido pelos teólogos católicos como “A excelência dos ensinamentos da igreja” naquele período. Nos Referimos a teólogos primitivos como Santo Agostinho, Santo Inácio, São Basílio e Ambrósio.

Finalmente chegamos a uma fase na História patrológica conhecida como “época destacável”, em que grandes homens, uma imensa galeria de pessoas esclarecidas cooperaram nos ensinamentos dos Pais da Igreja Primitiva.
De acordo com o célebre professor e Doutor Marcellino D. Ambrósio, estes homens, nos deram algo que precisávamos urgentemente. Eles nos deram seu testemunho daquilo que os Apóstolos ensinaram e também nos forneceram palavras-chave, Discernimentos e interpretações essenciais para aquilo que é chamado de “doutrina Eclesiástica”. Tudo isto com o intuito salutar de engatinharmos paulatinamente nas Sagradas Escrituras.

BIOGRAFIA
DICIONÁRIO PATRÍSTICO E DE ANTIGUIDADES CRISTÃS/Tradução de Cristina Andrade; organizado por Angelo Di Berardino. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. Verb. PATROLOGIA – PATRÍTICA // Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD // Wilkipédia // A Bíblia em foco de Mary B.// Novo Testamento King James, Edição de Estudo.// FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média – Nascimento do Ocidente. Editora Brasiliense, São Paulo: 2004.// Council of Nicea in the 1911 Encyclopædia Britannica. www.1911encyclopeida.org. Página visitada em march 14, 2010.

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