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sábado, 14 de julho de 2012

O QUE SÃO AS FIGURAS DE LINGUAGENS? (Segunda aula)


I - O QUE SÃO AS FIGURAS DE LINGUAGENS?
                                                      ( SEGUNDA AULA)

Queridos alunos,  foram formadas equipes e distribuídas algumas figuras de linguagens para serem explicadas e apresentadas em sala de aula como intuito de assimilarmos mais a importância delas no contexto tipológico. 


Seria impossível trazermos todas as figuras de linguagens, porém, estamos trazendo algumas principais.

De acordo com a Gramática Contemporânea da Lingua Portuguesa, “ a linguagem por seu uma atividade intelectual, é exclusiva do homem.  ao pronunciar uma palavra, o homem está expresando na realidade um determinado estado mental.

Porém, para que esta linguagem cumpra sua função social no proceso de comunicação, é necessário que as palavras tenham UM SIGNIFICADO, ou seja, que cada palavra represente UM CONCEITO.

Conhecidas também como “Figuras de estilo” ou “figuras de Retórica as figuras de linguagem, para a maioria dos gramáticos e estudiosos na área, podemos, entre várias observações, destacar que estas figuras:
 :
a)    São estratégias que o escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor.
b)    São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto.

c)    Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas.

d)    São muito usadas no dia-a-dia das pessoas, nas canções e também é um recurso literário.


Como falado anteriormente, seria impossível trazermos todas as figuras de linguagens neste espaço, porém abordaremos algumas das mais importantes usadas na Bíblia:

a) Metáfora ( Grego: meta = mudança + “ phora = “ transporte” )
É a figura de palavra em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam
Ex.: O José é uma "raposa".
A vida é um palco iluminado.”
(vamos ler Jo 1.29) “ O Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo”
Essa semelhança é resultado da imaginação, da subjetividade de quem cria a metáfora. José =Raposa; vida = palco iluminado; Cordeiro = Jesus.

b)Simile
É quando há comparação entre duas coisas diferentes.
Ex.: (vamos ler Jo 1.29)Sou como o Pelicano no Deserto”

c)Metonímia ou Transnominação
( Grego: metonymia = “ além do nome” , “ mudança do nome” )

Definição básica:
Figura retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra que a recorda. Ou seja Uma coisa por outra.

É a figura de linguagem que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.
Ex.: “ Lemos Machado de Assis por interesse”. (Ninguém, na verdade, lê o autor, mas as obras dele em geral.)

“ Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu.” ( Chico Buarque de Holanda e Francis Hime)

(
vamos ler Gn 25.23) Duas Nações há em teu ventre” ( na verdade, não são duas nações porque apesar da Medicina provar a elasticidade epitelial e o formato da barriga relacionada com a elasticidade dos músculos abdominais, com casos espantosos de nascerem 8 filhos de uma vez. Uma nação  já é demais não é? O texto em foco fala de duas pessoas: Esaú e Jacó, que seriam no futuro duas grandes nações.


d)Hipérbole ou Auxese
( Grego: hyperbolè = “ lançar sobre” )
Um aumento ou diminuição exagerada daquilo que é real
Ex.: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!"

(vamos ler Sl 6.6) “...molho o meu leito com as minhas lágrimas.”

“ Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (Jo 7.38 )

É a figura de linguagem que consiste no exagero com o objetivo de REALÇAR uma idéia.
e) Ironia ( Grego: “eiróneia” = “ interrogação” )

Pensamento em sentido oposto ao significado literal.

Ex.:  “Meu irmão é um santinho” (malcriado).
        “ Esse irmão é uma benção” ( nos faz bem e transmite coisa boa )
        “Vaso, tu é crente visse!” ( Certinho diante de Deus)
(vamos ler Gn 3.22) “Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal;”
Neste último exemplo vemos que consiste em apresentar um termo em sentido oposto. Ou seja, dizer o contrário daquilo que se está pensando.

f)Antropomorfismo 
( Grego: Antropos = homem + “morfo” = “ forma” )

Atribuição a Deus das faculdades humanas.
É uma forma de pensamento que atribui características ou aspectos humanos a Deus, deuses mitológicos, elementos da natureza, animais e constituintes da realidade em geral.
Nesse sentido, toda a mitologia grega, por exemplo, é antropomórfica.
Aos estudiosos: Segundo a Filosofia, dar nome próprio ao elemento "inefável", após o período de Aurelius Augustus (Santo Agostinho),
e sua consolidação no que fora denominado na História da Filosofia de Tomismo (o conhecimento que veio depois dos escritos de Tomás de Aquino),
ouve uma eternização deste antropomorfismo no hemisfério ocidental e sua doutrina mestra, o Cristianismo.

Ex.:  (vamos ler Gn 6.21) “E o Senhor cheirou o suave cheiro”
(vamos ler Isaias 59:1-2) “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir....” 





BIBLIOGRAFIA:
The Nature[and Identity] of Biblical Tipology – Crucial Issues” do Dr. Richard

-  M. Davidson/ VIDE
- Chamada.com.br / Thomas Ice
- Wilkpédia

- Gramática Contemporânea da língua Portuguesa

TIPOLOGIA BÍBLICA ( Primeira aula)

AULA 01 – INTRODUÇÃO A TIPOLOGIA
Pastor Adriano Oliveira
Leitura oficial:



Salmos 119.17 e 18: “17Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra. 18Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.”

INTRODUÇÃO:  

Queridos a superioridade da Bíblia é algo fantástico. Ela é aquilo que chamamos de resposta a tudo e todas as coisas permitidas por Deus para nós simples humanos.
Basta tão somente ser analisada de forma coerente, correta e exegética. Ela indubitavelmente difere de todos os livros existentes no Universo, e uma das maiores comprovações deste fato, é a sua preservação.

Foi escrita por varios autores que viveram em épocas diferenciadas. Uns nem chegaram a conhecer outros autores mas todos em uma mesma linha inspirativa dissertaram as verdades acerca do Universo, das civilizações, da natureza, dos homens e assim por diante.



Estes hagiógrafos foram homens brilhantes, que ocupavam diversas funções e cargos na Sociedade. 

Enquanto um:
a) era pescador ( João), o outro era médico ( Lucas)
b) era Sacerdote (Malaquias), o outro era Profeta (Ezequiel)
c) era micro-empresário (Pedro), o outro era copeiro ( Neemias)
d) era Publicano ( coletor de impostos) Mateus, o outro era camponês
(obadias)
e) era indouto e pobre ( Amós),  , o outro era culto e rico (Jó)
f) era legislado (Josué), o outro era Legislador ( Moisés)
g) era camponês ( Miquéias), o outro era doutor ( Paulo )
j) era serviçal ( Ageu ) o outro era Rei (Davi)

Escreveram em diversos lugares:

a) Deserto na península do Sinai - Moisés
b) Palácio de Jerusalém - Davi
c ) Margens do rio da Babilônia - Daniel
d)  Cadeia de Roma(Itália) - Paulo
e) Isolados na lha de Patmos – a 80km sudoeste de Éfeso - João

Enfim, escreveram para vários gêneros, clases, níveis culturais sobre diversos assuntos: ( Higiene, Economia, Física, Matemática, Genealogia,Lei, Ética, Tradição, Cultura, Artes, Religião, Economia, Teologia e por aí vai 

CONTRIBUINDO ASSIM PARA TODA A RIQUESA QUE
A BÍBLIA REPRESENTA PARA TODOS NÓS.

Interessante: Toda esta diversidade sem perder o fio da linha inspirativa que era, foi e sempre será: EXPOR A PROJETO DIVINO ATRAVÉS DOS SÉCULOS PARA A SALVAÇÃO DE TODOS OS HOMENS!

Vemos uma perfeita sincronia e harmonia:

Por exemplo: A relação entre Gênesis e Apocalipse



Gênesis e Apocalipse além de abrir e encerrar a Bíblia são sem dúvida os dois livros mais polêmicos de todo o Livro Sagrado.

Segundo o comentarista Nilson Junior, “são livros que se analisados isoladamente, fora do contexto em que foram escritos, são bastante difíceis de serem entendidos,
mas guardam grande relação entre si, de forma que, assim como um livro não está completo sem uma introdução e uma conclusão, a própria Bíblia estaria incompleta sem um deles.”

1.Gênesis = começo
Apocalipses = consumação

2.Gênesis = Aparecem os céus e a terra (1:1)
Apocalipses = Novos céus e nova terra (21:1)

3.Gênesis = O primeiro casamento (2:22)
Apocalipses = O casamento do Cordeiro e a Igreja (19:7-9)

4.Gênesis = Aparecem os mares (1:10)
Apocalipses = O mar não existe mais (21:1)

5.Gênesis – Primeira referencia da morte (2:17)
Apocalipse – Não haverá mais morte (21:4)

 6.Gênesis – Deus fez dois luminares, o sol e a lua (1:16)
Apocalipse – A cidade não precisa de sol nem de lua (21:23)

 7.Gênesis – O homem proibido de comer da árvore da vida (3:22-24)
Apocalipse – O homem com direito de comer da árvore da vida (2:7, 22:2)

De Gênesis a Malaquias = Salvação necessária, prometida, tipificada
Os 04 evangelhos – A Salvação realizada
De Atos a Apocalipse - A Salvação aplicada e consumada
 
Observe toda essa harmonia. É isto que torna a Bíblia a Excelência maior da Literatura Mundial. O maior Livro de todos os Séculos.

E ela também possui várias formas maneiras de ser exposta, apresentada, revelada.É A MULTIFORMA REVELAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS!

Hb 11.1: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,…”

E as Santas Escrituras usam em muitas passagens bíblicas um tipo de linguagem emblemática.

EXEMPLO: Os objetos do Tabernáculo ( ÊX 25 - 30 )




Ou seja, apresenta figuras ou símbolos, que podem ser entendidas  ou pelo contexto ou pela comparação doutras passagens no mesmo tempo.

E para podermos está em sintonía com esta realidade bíblica, o teólogo precisa ter a mínima noção gramatical de FIGURAS DE LINGUAGEM.


BIBLIOGRAFIA:
The Nature[and Identity] of Biblical Tipology – Crucial Issues” do Dr. Richard

-  M. Davidson/ VIDE
- Chamada.com.br / Thomas Ice
- Wilkpédia

- Gramática Contemporânea da língua Portuguesa

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O MAIOR ENCONTRO DE LOUVOR DE 2012

Tudo pronto para a maior Noite de Louvor do Brasil.

Este evento promete reunir a maior multidão de adoradores para 2012 no Ginásio Presidente Fernando Collor de Melo mais conhecido como Ginásio do SESI. Será uma noite inesquecível onde Deus se fará presente de forma marcante.

Esta grande noite de adoração está marcada para o dia 07 de Julho do Corrente e terá várias participações no louvor, entre elas: Ministério Rios, Banda Tronus, Davi Sacer e a cantora gospel Bruna Karla. Sem falar que também haverá um momento de reflexão e pregação ministradas pelo evangelista Adriano Oliveira, um dos maiores nomes entre os grandes pregadores do Nordeste  e inclusive sempre convidado para pregar em eventos deste porte. O ministrante que foi escolhido com carinho pela produção do evento, já esteve em outros encontros de adoração com Aline Barros, Cristina Mel, Rayssa e Ravel, Lázaro, Fernandinho e outros.

Toda a equipe organizadora, representada pelo idealizador do evento, o empresário Wescley Costa está  envolvida em  um grande clima de oração e adoração a Deus. Os ingressos já estão no seu segundo lote e custa apenas 20 reais.


Apesar dos ingressos serem limitados, ainda podem ser adquiridos no seguintes postos de vendas: Livraria Gênesis( Centro), Livraria Arca de Noé ( Edf. Breda), Livraria Shekinah ( Jacintinho), Livraria Espaço Gospel ( Shopping Pátio), Lojas Maxhu´s ( Maceió Shopping Centro, Hiper Farol e Shopping Pátio) e Stand Folia Brasil ( G. Barbosa Stella Maris).

Você não pode perder!

veja mais no portal oficial das igrejas evangélicas Assembléias de Deus: http://www.adalagoas.com.br/noticias/?idioma=pt&vArea=&vCod=8018

terça-feira, 12 de junho de 2012

QUER RECEBER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?


Em entrevista ao repórter Thiago Gomes, Teólogo e professor esclarece sobre presente que somente o Senhor pode dar

Um dos objetivos de quem organiza e de quem participa de congressos de jovens e retiros em carnaval é, sem sombra de dúvidas, que Jesus batize no Espírito Santo. Nestes eventos, chamar para receber o dom é muito frequente. No entanto, dúvidas surgem na cabeça dos que receberam e dos que não foram batizados. Afinal de contas, quantos foram agraciados com este almejado presente. Pensando em responder estas e outras questões, o Portal AD Alagoas entrevistou o pastor Adriano Oliveira (Maceió), teólogo, conferencista e professor. Ele esclarece sobre este tema, fala como se busca este dom, qual a sua finalidade, os empecilhos para quem deseja receber e destaca a importância dele para os congressos e retiros.
O que é o batismo no Espírito Santo?
Segundo a Bíblia Sagrada, a palavra "batismo" do latim " baptimus" é derivado transliteralmente do grego βαπτισμός e, em sua etiologia, vem de duas palavras gregas: um radical grego "bat" mais o sufixo "ismo". Em sua essência significa "imersão" ou "mergulho". De acordo com o novo Testamento, na versão da Bíblia Vulgata Latina, pode ser traduzido pelos termos em português: "cobrir", "lavar", "banhar", "tingir", "derramar". Conforme a Septuaginta e o próprio Novo Testamento, o termo nos informa uma ideia de "mergulho". Diante de toda uma englobação semântica destacada no NT, podemos em sua transliteração justificar seu significado. Tanto que quando lemos o livro de Marcos, principalmente o capítulo 7 e versículo 4, vemos que o termo é traduzido diretamente do verbo e em várias versões da Bíblia este verbo é traduzido como lavar, limpar, aspergir ou, literalmente, batizar. Podemos dizer que o batismo "no" ou "com" o Espírito Santo é um mergulho, uma imersão na plenitude do Espírito Santo (At 2.4; 4.8,31; 9.17), chegando a um "transbordamento"( I Jo 2.20,27; II Co 1.19-21). É conhecido como uma "virtude" ou "poder". Estes termos vêm do grego "dynamis", o mesmo termo que deriva as palavras "Dínamo" e "dinamite"( At 1.8), referindo-se a uma manifestação de autoridade espiritual dinamizada que o Espírito Santo concede ao crente na hora que ele é batizado com fogo.
Qual a importância e a finalidade dele para o cristão?
Entre os principais objetivos do batismo com o Espírito Santo, tem um que, para mim, pode ser considerado como o supremo propósito: capacitar o crente espiritualmente para fazer a obra de Deus. Observe que somente com ele a Igreja pode executar em sua plenitude a grande comissão. Testemunhar do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo significa muito mais do que dizer algumas palavras sobre Ele. Podemos dizer, por exemplo, que o batismo com o Espírito Santo capacita o crente para pregar com maior ousadia (At 1.8) e com autoridade e ousadia sobrenaturais (At 4.13,20,29,33 e 34). Vale ressaltar que houve uma grande mudança na vida dos discípulos depois que receberam o poder do alto. Observe que tão logo eles foram batizados com o Espírito Santo, puseram-se de pé para proclamar o evangelho do nosso Senhor Jesus( At 2.2,14). Como um "efeito borboleta" que crescia em grande proporção, as portas que até então estavam fechadas (Jo 20.19), abriram-se. E eles saíram às ruas, praças e todos os lugares para anunciarem a morte e ressurreição de Cristo.
De que forma se pode conhecer que um cristão foi batizado?
A principal evidência inicial e visível de uma pessoa que foi batizada com o Espírito Santo é a manifestação de línguas estranhas. Antes do Pentecoste (Atos 2), o Espírito Santo já havia descido sobre várias pessoas, como João Batista (Lc 1.47), Izabel (Lc 1.41), Zacarias(Lc 1.67) e Simeão (Lc 2.52), porém não encontramos nenhuma passagem bíblica que nos revele eles falando línguas estranhas. É bem verdade que existem pessoas, talvez cegas pela incredulidade e até mesmo pela falta de conhecimento, que não aceitam o batismo com o Espírito Santo e o dom de falar línguas estranhas, porém são verdades dogmáticas e reais, presentes nas Sagradas Escrituras. As línguas estranhas autenticam o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Muitos não percebem, mas a Bíblia nos mostra em At 2.4 que os discípulos "foram cheios do Espírito Santo" e que depois começaram a "falar em outras línguas". Quero dizer, com isso, que no dia de Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo foi acompanhado por um sinal externo bem evidente e audível. Você já percebeu que cada um deles, que estavam no cenáculo, teve a sua própria experiência? Observe At 2.2,3: todos falaram línguas que jamais tinham aprendido. Glória a Deus! O texto de At 11.15 a 17 , quando Pedro se justificava diante da igreja acerca de Cornélio deixou bem claro, conforme defende o célebre pastor Antonio Gilberto em relação ao mesmo texto: "o batismo com o Espírito Santo seria evidenciado através da infusão da alegria por expressões vocais sobrenaturalmente inspiradas e pela ousadia no testemunho."( Pr. Antonio Gilberto).
O que a pessoa batizada sente quando recebe este presente?
Apesar de ser algo muito especial e pessoal podemos dizer que é uma alegria sobrenatural, jamais comparada. Um poder indescritível, jamais sentido.
Como e por que devemos buscar este dom?
Inicialmente quero dizer que o recebimento do batismo no Espírito Santo não está vinculado a mérito, uma vez que é um "dom" de Deus (At 10.45). A palavra "dom" vem do grego "Charisma"(sing) e "Charismata"(Plural) e significa"donativo", "dádiva" ou "presente". Portanto é dado voluntariamente por Deus. Também não está vinculado a datas ou locais, pois Jesus batiza com o Espírito Santo onde quer e este batismo é para todos que acreditarem. Porém, existem alguns requisitos para receber este batismo como: inicialmente acreditando na promessa que foi dada (Mt 3.11), consequentemente obedecendo a Deus (At 5.32; Lc 24.49); orando, buscando de forma ardente e com perseverança (At 1.14;Lc 18.1;Lc 11.9-13;7.7), até receber o poder (Lc 24.49) e também com desejo e sede ardente. Isto significa sentir a real necessidade, aspirar ardentemente. Lembre-se que as bênçãos de Deus estão direcionadas a todos aqueles que buscam, pedem e batem (Mt 7.7).
Qual a diferença de ser cheio e ser batizado no Espírito Santo?
No Velho Testamento é bem verdade que o Espírito Santo agia de forma esporádica na vida dos profetas, reis, sacerdotes e juízes (Jz 3.10; 6.34;13:6; 14:16,19; 15.14; I Sm 16.13; I Sm 10.6,10;11.6; I Rs 18.12; II Rs 2.19) para os ajudar a desenvolver suas tarefas. Porém, no Novo Testamento, ele se apresenta de forma torrencial. Jesus Cristo antes de subir aos céus, sabendo muito bem das necessidades dos seus discípulos, destacou a vinda do Espírito Santo que o substituiria como o "outro consolador" (Jo 14.16,26;16.7,13). O termo "Outro" no grego é "Allon" e significa "outro da mesma espécie". Já a palavra "consolador" é a tradução da palavra grega " Parakletos" que significa literalmente "alguém chamado para ficar ao lado de outro para ajudar".( Rm 8.26;Jo 14.26; Jo 16.13). Uma pessoa não precisa ser batizada com o Espírito Santo para tê-lo em sua vida, da mesma forma que um cristão pode muito bem ser cheio do Espírito Santo sem ser batizado no mesmo, uma vez que esta dimensão e preenchimento estão inteiramente relacionados com a intimidade e comunhão que este ou aquele cristão desenvolverá em relação a Deus mediante orações, súplicas e consagrações.
Quais os empecilhos que impedem de não receber este dom?
Entre outros, temos dois agravantes principais que impedem o cristão de receber o Batismo no Espírito Santo: o pecado e a incredulidade. Como falado, o batismo com o Espírito Santo vem na vida daqueles que já passaram pelo Novo Nascimento e que já aceitaram Jesus Cristo como Salvador de suas vidas e se voltaram para Deus com mudança radical de atitude. (At 2:38-40) Quem anda numa vida de pecados e não se desvia do caminho mal e da geração perversa ao seu redor não receberá o Espírito Santo, nem tampouco o revestimento de poder ( At 5.29-32). Para se receber o batismo no Espírito Santo é necessário acreditar que ele existe e se apossar daquilo que foi prometido há muito tempo atrás. Uma promessa perpétua para a vida de todos aqueles que passaram pelo novo nascimento. A mesma convicção que Pedro destacou no grande dia do Pentecoste. Uma das mais profundas promessas no Antigo Testamento (Joel 2.28,29; At 2.14-21).
Por que a dúvida aparece em quem recebe o batismo? Como tirá-la?
Não é incomum que quando algo novo aparece em nossas vidas, levamos certo tempo para nos adaptarmos. Com certeza algo tão glorioso como o batismo com o Espírito Santo ao chegar na vida do crente pode gerar dúvidas se recebeu ou não o dom. Daí a necessidade de se pedir a Deus a “confirmação” do Batismo. A melhor forma de saber se recebeu ou não o batismo é a evidência das línguas estranhas.
Você acredita que estão criando estratégias para que aconteça o batismo?
Biblicamente não existem “estratégias” para receber o batismo como o Espírito Santo. O que existem são “requisitos”, como a oração. A própria Bíblia revela ao informar que muitos receberam o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13; At 1.14;2.1-4;4.31;8.15,17). Porém em algumas igrejas espalhadas pelo mundo conhecidas como “neopentecostais” e outras que se intitulam “pentecostais”, uma vez que são conscientes que a maior e principal evidência do batismo com o Espírito Santo é o falar em línguas estranhas, estão tentando “ensinar” o crente a “fabricar línguas” para dizer que são batizadas. Porém, línguas estranhas, na Bíblia, não foram criadas por homens, são manifestações sobrenaturais do Espírito Santo. É uma expressão linguística e sonora inspirada pelo Espírito, mediante a qual o cristão fala um idioma que nunca foi ensinado ou fabricado (At 2.4; I Co 14.14,15). Não se pode aceitar é que alguns movimentos, em congressos e retiros, surjam tentando “manipular” o batismo com o Espírito Santo. Assim penso.
Quem é batizado sente mesmo a vontade de pular, marchar?
Para mim, como testemunho pessoal, vem a vontade sim. Quem foi agraciado com este presente sabe a alegria indescritível que sentimos. Dá vontade de pular, saltar, correr, mas a questão é “Por que nem todos têm o mesmo modo de expressar esta alegria?”. A resposta é clara, porque o Espírito do profeta está sujeito ao próprio profeta. Ou seja, depende muito da maturidade cristã de cada um. Mas mesmo não sendo o Espírito Santo sujeito a vontade humana, nossos impulsos emocionais e psicossomáticos devem estar cativos ao campo racional para não gerar “escândalos” naqueles que não compreendem. O Espírito Santo não tem o desejo de escandalizar a obra de Deus, pelo contrário, sua missão é “convencer” o mundo e não espantar. A igreja por sua vez, deve velar pela edificação.
"Ser queimado" é um pré-batismo, como alguns dizem?
Não! Em ponto algum na Bíblia você vai encontrar o termo "queimado no espírito". Acredito que se uma pessoa sente uma alegria "diferente" toda vez que vai orar e não sabe externá-la é porque teoricamente há uma grande possibilidade que esteja a caminho de ser batizada. Mas, lembre-se, só poderá dizer que realmente foi batizada se falar em línguas estranhas.
O batismo no Espírito Santo é um dos critérios para se tornar obreiro? Por quê?
Acredito que é uma louvável tradição eclesiástica baseada na vida ministerial dos apóstolos e discípulos de Jesus Cristo. Quando lemos Atos 2.1-47, o texto nos informa que “Todos foram batizados no Espírito Santo”(2.4). Todos quem? Quem estava lá “no mesmo lugar” (2.1). Com certeza estavam lá os discípulos que foram direcionados por Jesus para o grande dia do “revestimento de poder” (Lucas 24:49) e também não faltaram os apóstolos que foram orientados a permanecer em Jerusalém e esperar aquilo que foi profetizado por João Batista (At 1.2 a 5;1.8; Mt 3.11). Observe que o texto é enfático ao nos detalhar que todos, sem exceção, receberam o batismo com o Espírito Santo.
Porque o batismo é algo importante na vida dos obreiros que militam na obra de Deus?
Bem, se levarmos em conta que após o dia de Pentecostes, a vida e o ministério dos homens chamados pelo Senhor foram marcados por onde passaram com sinais e maravilhas, subsequentes ao batismo. Percebemos que eles jamais teriam sido instrumentos tão poderosos nas mãos de Deus se não houvessem recebido algo tão poderoso e especial da parte do Senhor. E esta “capacitação sobrenatural” foi justamente o revestimento de poder. Eles sentiram e receberam o que já havia sido prometido e anunciado, não só por João Batista, mas também por Salomão (Pv 1.23), por Isaías ( Is 44.3), por Joel ( Joel 2.28) e pelo próprio Senhor Jesus (At 1.4,5). É notório que a grande transformação no ministério dos discípulos foi após a experiência do batismo no Espírito Santo. No cenáculo, foi evidenciada uma atitude diferente que fez com que aqueles homens literalmente abalassem o mundo de sua época. Compreender a dinâmica e a essência do batismo com o Espírito Santo é fundamental para que o ministro viva na plenitude das bênçãos de Deus e dos dons em seu ministério. Observemos Pedro, por exemplo, que depois de batizado, em sua primeira pregação pós-batismo, quase 3.000 almas se renderam aos pés de Jesus (At 2.41).
O dom de profecia é um complemento do batismo?
Digamos que, biblicamente, não é um “complemento”, mas, sim, uma “consequência”. Este dom de profecia é um dos sete “dons” que só se manifestará após o batismo com o Espírito Santo. Estes dons espirituais estão relacionados às manifestações sobrenaturais dadas por Deus para abrilhantar e edificar o bem comum da igreja. Estes são operados através dos crentes já batizados com o Espírito Santo. Quando lemos atenciosamente o que o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Corinto ( I Co 12.7-11) vemos este como o sexto dom da “Manifestação do Espírito” seu foco não é revelar o futuro, mas, sim, em essência, visa exclusivamente a edificação, reanimando e fortalecendo as bases da nossa fé cristã. São transmitidas de forma bastante espontânea debaixo do siso e do consentimento harmonioso do Santo Espírito de Deus. (I Cor 12.7; 14.1-3).
Congressos e retiros de carnaval há grande incentivo pela busca do batismo. Você concorda com este foco?
Seria muito bom que, independentemente do período carnavalesco, existissem eventos desse porte. Precisamos envolver nossos jovens, adolescentes e porque não dizermos toda a igreja em reuniões desta natureza. Neste período de “festa da carne”, principalmente nos IMLs, precisamos dizer um não audacioso para Satanás e lutar para trazer um grande avivamento para nossa geração. Isto depende de nós, representantes legais de Deus na terra. Congressos e retiros são importantes pra propiciar o pentecoste. Tudo que visa a nossa edificação espiritual e edificação do reino de Deus, fazendo aumentar nossa intimidade com Ele.
Você acredita que, no geral, as pessoas estão utilizando o batismo para a sua devida finalidade?
Infelizmente não. Acredito que alguns usam como um tipo de "marketing" para chamar adeptos para suas catedrais.
O que está acontecendo que as pessoas não estão mais sendo batizadas com freqüência nos cultos?
Esfriamento espiritual, falta de fé e oração e, principalmente, uma "intelectualização da fé".
O batizado deve falar em línguas em todos os cultos?
Seria muito bom se assim o fosse, mas nem sempre estamos "ligados" no céu. O crente é semelhante as fases da lua, ou seja, depende muito de como ele está no momento da reunião para apresentar um culto sincero e direcionado a Deus.
Falar em mistérios alto é correto?
Todos aqueles que foram alcançados pela dádiva do Batismo do Espírito Santo,tanto no dia de Pentecoste( At 2.4), bem como em Cesaréia (At 10.44-46) e na própria cidade de Éfeso (At 19.2-6) transbordaram em línguas estranhas.Portanto, são sinais indicadores da plenitude do Espírito.Quando estamos orando em línguas sentimos como que um rio de alegria estivesse brotando de nosso ser chegando a transbordar pelos nossos lábios.É algo glorioso. Muitos crentes incendiados por essa alegria espiritual gritam e se expressam de forma bastante contundente. Porém as línguas estranhas têm também suas funções na Bíblia. Além de ser um sinal do batismo, elas têm também a função de ser um canal, um meio pelo qual o cristão pode conversar com o Senhor Jesus em um idioma desconhecido pelo adversário de nossas almas. Mesmo às vezes sendo desconhecidas pelos próprios falantes ( I Co 14.14) e pelos ouvintes(I Co 14.16) é uma fala direta entre o espírito do homem e o Espírito de Deus que em uma comunhão extraordinária permite ao crente essa comunicação. Doutrinando os crentes acerca disto, o apóstolo Paulo, preocupado com certos “excessos” na igreja de Corinto, não limita o falar particular em línguas estranhas (I Cor 14.5), mas quando trata acerca deste dom em relação a igreja do Senhor, revela que este deve está acompanhado de um outro dom que é o de “interpretação” das línguas pelo Espírito.( I Cor 12.30) com o objetivo da congregação conhecer não só o conteúdo da mensagem como também o seu significado ( I Co 14.3,27,28).
Na linguagem da igreja, não ser batizado é ser "cru"?
Jamais! Um dos ladrões que estava na cruz do Calvário, ao lado de Cristo, no momento de sua conversão tanto nos mostrou que não precisa ser batizado com o Espírito Santo para ser salvo como também nos ensinou que podemos ser sinceros cristãos, arrependidos, convertidos e espirituais sem sermos "batizados no Espírito Santo. (Lucas 23:32-43). Vale ressaltar que existem crentes que não são batizados que são mais crentes e espirituais do que muitos que são batizados e não valorizam este presente.
THIAGO GOMES
Repórter/ PORTAL JNE

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CGADB:"Fogo ainda permanece na igreja", diz Pr. Wellington, na abertura da AGE


                                    História da CGADB 
                                                                               Thiago Gomes e Maurício Silva - ADALAGOAS
O evangelista Adriano Oliveira contou um pouco da história da CGADB. Ele destacou o grande crescimento do movimento pentecostal no Brasil, 
                                     

a partir de 1930, e, na mesma época, missionários e pastores decidiram criar a instituição. Entre os dias 5 e 10 de setembro de 1930 foi realizado o primeiro encontro.


O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), frisou, na abertura da 5ª Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no Castelo do Desfiladeiro, que o fogo pentecostal ainda permanece aceso e bastante evidente entre os crentes da denominação. Ele foi o mensageiro da primeira noite do evento.

Além de destacar a presença da chama do Espírito Santo no seio da Igreja, o ministro do Evangelho disse que há prioridades de discussões na AGE, mas o importante para a Assembleia de Deus, neste momento, seria manter os princípios cristãos de que Jesus continua salvando, curando, batizando no Espírito Santo e preparando o povo Dele para morar no céu.

Cerimônia
A 5ª Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) começou, na noite desta quarta-feira (6), no Castelo do Desfiladeiro em Rio Largo, região metropolitana de Maceió. A abertura do evento destacou a história da CGADB no país. O pastor-presidente da instituição, pastor José Wellington Bezerra da Costa, compareceu com a toda a diretoria da entidade.

Dragões da Independência, cadetes da Academia da Polícia Militar de Alagoas, recepcionaram toda a comitiva de abertura. A banda Louvores de Sião, do templo-sede da AD em Alagoas, foi a primeira a passar pelo corredor do Castelo do Desfiladeiro. Em seguida, os alunos da PM trouxeram as bandeiras do Brasil, Alagoas, Maceió, Assembleia de Deus, CGADB e da convenção estadual.


















Assembleianos das congregações do Pinheiro e do Salvador Lyra trouxeram as bandeiras de todos os estados do Brasil, além da do Distrito Federal. Logo depois, o pastor José Wellington Bezerra da Costa entrou com a esposa Vanda Freire da Costa. Depois, passaram toda a diretoria da CGADB.

Para o louvor, a participação dos cantores da Patmos Music: Vitorino Silva (RJ), Lilian Paz (RJ), Míria Mical (AL), Alice Maciel (RN), Marcelo Santos (SP), Elian Oliveira (PE) e a União de Senhoras da Assembleia de Deus de Maceió (Usadema) e a Banda Louvor de Sião.












Mesa Diretora da CGADB
Compõem a Mesa Diretora da CGADB: presidente pastor José Wellington Bezerra da Costa, SP; 1º vice-presidente, pastor Oscar Domingos de Moura, ES; 2º vice-presidente, pastor Ubiratan Batista Job, RS; 3º vice-presidente, pastor Sebastião Rodrigues de Souza, MT; 4º vice-presidente, pastor Gilberto Marques de Souza, PA; 5º vice-presidente, pastor José Antonio dos Santos, AL; 1º secretário, pastor Isaías Lemos Coimbra, RJ; 2º secretário, pastor Arcelino Vitor de Melo, SC; 3º secretário, pastor Antonio Dionizio da Silva, MS; 4º secretário, pastor Isamar Pessoa Ramalho, RR; 5º secretário Roberto, pastor José dos Santos, PE; 1º tesoureiro, pastor Josias de Almeida Silva, SP; secretário-adjunto, pastor Cyro Mello.

domingo, 27 de maio de 2012

A PATROLOGIA NO CONTEXTO ECLESIÁSTICO E CRISTÃO





26 de maio de 2012


"A história é êmula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro." (Miguel de Cervantes)

Bem queridos, a Patrologia para nós cristãos, em resumo, refere-se ao período nos quais foram elaboradas as bases da filosofia cristã pelos "pais da Igreja". Em todos os livros da área, esritos que se prezam, é ensinado que o conceito de patrologia foi utilizado pela primeira vez pelo teólogo protestante João Gerhard (1637) como título de sua obra “Patrologia ou vida e obras dos doutores da Igreja cristã primitiva”, no sentido de estudos dos Padres do ponto de vista histórico e literário. A “Patrologia” trata necessariamente de um ramo da teologia, cujo núcleo essencial são “os Pais da Igreja” e seus escritos no sentido eclesial, assim ao estudante de Teologia é ensinado que a Patrologia “é a ciência que trata a literatura cristã antiga em todos os seus aspectos e com todos os métodos apropriados.”

O termo “pais da igreja” não é título oficial criado a mando do Papa ou outra pessoa. Indubitavelmente não existe uma lista oficial de quem sejam os “Pais da Igreja Primitiva”. Mas de fato temos uma lista enorme de pessoas que se tornaram Doutores da Igreja. Foram homens destacados, até certo ponto extraordinários Mestres reconhecidos pelo próprio Papa e pela igreja católica. São homens oriundos de diferentes gerações da vida da igreja. Podemos informar que primeiramente são chamados de “pais” porque ajudaram na difusão do Cristianismo de sua fase inicial à maturidade. Portanto eles pertencem a uma época em particular. Os primórdios, os primeiros tempos do Cristianismo.

Vale destacar que são caracterizados como “pais da igreja” porque também ninguém poderia desempenhar novamente o papel que eles desempenharam. Jamais ninguém poderia desempenhar o papel deles em um mesmo tempo ou espaço. Eles foram os mestres que escreveram seus ensinamentos para que pudessem passá-los às gerações subsequentes. É defendido que os pais da igreja pertencem ao período aproximado que vai desde o ano 100 até o ano 800. Estes homens nos deixaram seus escritos e nestes registros vemos que eles transmitiram a Doutrina da Tradição Cristã Primitiva. Foram justamente eles que ajudaram a interpretar essa tradição. Quando falamos nesta Tradição, estamos falando de uma realidade que vem diretamente dos Apóstolos. É defendido pelos estudiosos como um tempo que compreende um período que vai desde o ano 100 até o ano 800. Nós temos inicialmente o período em que o Cristianismo na época era proibido. Este período foi proibido logo após um evento pioneiro, o primeiro grande Concílio da Igreja: O Concílio de Nicéia. Antes deste Concílio, durante os anos de perseguição, os “pais” da igreja ficaram conhecidos como “pais Pré – Niceianos”. O termo “pré” significa “anterior” na essência da palavra.

PRÉ-NICEANOS
Aos queridos leitores, podemos informar de antemão que em primeiro lugar, havia sim um grupo de pessoas que estavam vivas quando os apóstolos ainda existiam ou foram discípulos imediatos dos Apóstolos ou tiveram algum contato com eles, com a doutrina deles. Eles são chamados de “Pais Apostólicos”. Viveram por volta do final dos anos 60dC até o ano 150dC. Seus escritos começaram a chegar até nós no ano 95dC. Homens como Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Melito de Sardis, Pápias de Hierápolis, Apolônio de Éfeso, Justino Mártir,Tatiano, Atenágoras de Atenas,Teófilo de Antioquia, - Hermias, o filósofo entre outros.

Sinceramente queridos, será que dá para refletirmos sobre a importância destas pessoas em interpretar o que os Apóstolos queriam ensinar quando escreveram os textos sagrados. É bem verdade que muitos deles se empolgaram a tal ponto que ficaram entregues ao exagero, por um lado escrevendo o que realmente os apóstolos passaram e por outro lado, escreveram e ensinaram coisas oriundas do fruto de suas imaginações e criatividades, mas que não estão sequer escritas nas Escrituras. Porém, isto não neutraliza a contribuição histórica e patrológica de cada um deles.

Depois destes, temos um grupo incomum de pessoas. Pessoas brilhantes, digo dotadas de talentos. Muitas vezes eruditos seculares que se converteram. E assim usaram seu conhecimento em favor da difusão do Evangelho, chamamos estes homens de “ apologistas”. Estes defenderam a fé piamente. Apologistas foram na essência porque defenderam a fé publicamente contra falsas acusações levantadas por outros eruditos, sacerdotes e políticos. Viveram e escreveram desde por volta do ano 150 até o Concílio de Nicéia, no ano 325dC.

Precisamos destacar neste estudo que aconteceram coisas maravilhosas no período do Concílio de Nicéia. Lembrando que nos dois séculos seguintes, os dogmas basilares da fé foram estabelecidos por alguns Concílios. Inclusive as liturgias que agora conhecemos presentes na igreja Romana do Ocidente, como a Bizantina e Maronitas do Oriente foram definidas neste período de atuação dos Concílios. Foi justamente nesta época, conhecida pelos teólogos católicos como “Era de Ouro”, que o cânon das Escrituras foi definido. Uma época inesquecível, notável em que se destacaram homens inesquecíveis nos anais históricos da igreja. Personalidades que marcaram gerações com seus pensamentos e doutrinas e representam aquilo que é entendido pelos teólogos católicos como “A excelência dos ensinamentos da igreja” naquele período. Nos Referimos a teólogos primitivos como Santo Agostinho, Santo Inácio, São Basílio e Ambrósio.

Finalmente chegamos a uma fase na História patrológica conhecida como “época destacável”, em que grandes homens, uma imensa galeria de pessoas esclarecidas cooperaram nos ensinamentos dos Pais da Igreja Primitiva.
De acordo com o célebre professor e Doutor Marcellino D. Ambrósio, estes homens, nos deram algo que precisávamos urgentemente. Eles nos deram seu testemunho daquilo que os Apóstolos ensinaram e também nos forneceram palavras-chave, Discernimentos e interpretações essenciais para aquilo que é chamado de “doutrina Eclesiástica”. Tudo isto com o intuito salutar de engatinharmos paulatinamente nas Sagradas Escrituras.

BIOGRAFIA
DICIONÁRIO PATRÍSTICO E DE ANTIGUIDADES CRISTÃS/Tradução de Cristina Andrade; organizado por Angelo Di Berardino. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. Verb. PATROLOGIA – PATRÍTICA // Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD // Wilkipédia // A Bíblia em foco de Mary B.// Novo Testamento King James, Edição de Estudo.// FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média – Nascimento do Ocidente. Editora Brasiliense, São Paulo: 2004.// Council of Nicea in the 1911 Encyclopædia Britannica. www.1911encyclopeida.org. Página visitada em march 14, 2010.

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